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publicado em 29/11/2011 às 16h33:

Investir em títulos do governo dobra seu
dinheiro em dez anos e custa a partir de R$ 100

Simulação mostra que aplicação de R$ 5.000 salta para R$ 11,3 mil com ganho prefixado

Raphael Hakime, do R7

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Aplicar em títulos do Tesouro Nacional permite ao investidor dobrar o investimento inicial em dez anos. A pedido do R7, um analista do mercado simulou um investimento de R$ 5.000 em papéis prefixados e constatou que a grana salta para R$ 11,3 mil em 120 meses. Esse é o valor líquido a que pode chegar a aplicação, ou seja, após o pagamento de todas as taxas envolvidas no processo.

Além de rentável, começar a investir em ativos públicos requer só um computador com acesso à internet e custa a partir de R$ 100. 

Entenda os títulos do Tesouro Nacional

Grana dobra com aplicação em título do Tesouro

A aposta em papéis do governo é indicada para o investidor conservador, ou seja, aquele que procura a segurança da poupança, só que com um rendimento melhor. O meio mais fácil - e barato - para começar a aplicar é se cadastrar no Tesouro Direto - um programa do governo que é um atalho para fugir das taxas cobradas pelo banco e permite ao investidor gerenciar seu dinheiro (veja mais na arte abaixo). 

O analista e diretor da Alta Vista Investimentos, Rogério Thomé, fez três simulações com a compra de um título de taxa prefixada. Em dez anos, uma aplicação de R$ 5.000 rende R$ 6.300 extras. Se preferir um tempo mais curto, em um ano, a mesma grana tem um rendimento melhor que o da poupança. No caso de quatro anos, os R$ 5.000 saltam para quase R$ 6.500 (veja a simulação completa).

Mais tradicional investimento do país, a poupança rendeu quase 7% em 2010, mas a inflação oficial do período ficou em 5,91%. Isso quer dizer que o trabalhador que investiu R$ 1.000 em janeiro teve um rendimento líquido de quase R$ 70 em dezembro, mas gastou praticamente tudo que ganhou por causa do aumento dos preços. 

Alternativa à poupança, os fundos de investimento em renda fixa, sob o comando dos bancos, renderam mais – 11,7%, na média - ao ano, o que faria a mesma aplicação ter rendimento líquido de R$ 117 ao final de um ano. Mesmo assim, mais da metade desse dinheiro também ficou na alta dos preços, ou seja, foi corroído pela inflação.

Vantagens dos títulos do Tesouro

O vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel Ribeiro de Oliveira, explica que colocar o dinheiro no Tesouro Direto “significa aplicar em títulos do governo, os mais seguros do mercado hoje”.

- É uma aplicação segura, com um retorno melhor que o da poupança e tem custos mais baixos que os fundos de investimento praticados pelos bancos, que são papéis do governo também. Eventualmente, há rendimentos com rentabilidade melhor, mas você vai assumir um risco. O Tesouro é um investimento conservador, para pessoas que não querem correr risco, com um bom retorno. 

O diretor da Alta Vista Investimentos diz que, apesar de seguro e com rendimento melhor que o da poupança, “o mercado ainda investe pouco” nos títulos do Tesouro porque o brasileiro ainda não conhece muito bem o funcionamento da operação de compra e do investimento.

- O investidor, de forma geral, ainda está muito ligado à poupança. Ele busca o Tesouro através dos bancos, que cobram uma taxa de custódia maior. Como nossa fonte de informação financeira é o banco, ele próprio faz uma conta que não vale a pena. [Além disso,] quem quer investir precisa se cadastrar em uma corretora para aplicar, o que dá um pouco mais de trabalho. Assim, o interessado se confunde, fica com medo do desconhecido e, então, desiste e acaba na poupança ou em um CBD mesmo. 

Custos

Ao contrário da poupança, o dinheiro aplicado no Tesouro Direto está sujeito à cobrança de impostos - IR (Imposto de Renda) e IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras). Apesar dos tributos, o professor de economia da Trevisan Escola de Negócios Alcides Leite explica que investir nos títulos do Tesouro ainda compensa, porque o rendimento é maior que o da caderneta.

- No caso da poupança, não paga IR, mas no Tesouro paga. Mas como o rendimento é maior, mesmo considerando o IR, o rendimento é melhor que o da caderneta. Então, por enquanto, compensa [o Tesouro]. Se os juros começarem a baixar muito, não vai compensar, mas, aí, o governo vai ter que mexer na poupança. Ou seja, enquanto os juros estiverem altos, melhor ir para o Tesouro.

Atualmente, a taxa básica de juros da economia, a Selic, está em 11,5% ao ano.

Investimento inicial passará de R$ 100 para apenas R$ 30

Para ampliar o acesso aos títulos e diversificar sua gama de credores, o governo resolveu baratear o investimento mínimo no Tesouro. A partir de 2012, o Tesouro vai vender fatias dos seus papéis a partir de R$ 30, o que deve favorecer quem tem vontade de aplicar, mas não tem muita grana disponível para isso, explica Leite.

- As pessoas que aplicam menos vão ser beneficiadas, porque R$ 30 é um valor acessível para toda a população. Então, é uma forma de poupar dinheiro, aplicando todo mês, com um rendimento bom, porque os juros no Brasil são altos, o Tesouro garante a liquidez, ou seja, você pode vender a hora que quiser e tirar o dinheiro.

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