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publicado em 08/02/2013 às 00h30:

Após render 280%, ações da Petrobras
caem e assustam quem investiu via FGTS

Quem resgatar aplicação não vai colocar a mão na grana, que volta ao fundo do trabalhador

Gleyson Pereira, do R7


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A derrapada das ações da Petrobras negociadas na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), intensificada esta semana, ameaça a rentabilidade de cerca de 300 mil trabalhadores que usaram o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para investir na estatal.

Com o cenário caótico, quem apostou suas reservas na empresa fica em dúvida se deve resgatar a aplicação. Quando o governo abriu a possibilidade de usar até metade do saldo do FGTS para compra de ações da Petrobras, em junho de 2000, houve uma corrida às corretoras.

O negócio foi vantajoso: de lá para cá, o fundo de ações da Petrobrás rendeu 279,8%.  Em contrapartida, se tivesse deixado a grana no FGTS, durante o mesmo período, o trabalhador teria ganhado apenas 81%.

Somente entre janeiro de 2003 e maio de 2008, a ação ordinária da estatal atingiu seu auge: subiu de R$ 4,50 para R$ 55 – alta de 1.150 %. Atualmente, está sendo negociada a preços inferiores às mínimas registradas na crise de 2008, quando caiu para R$ 17,50. Hoje, o papel vale R$ 16,10.

Quem usou grana do benefício para comprar os ativos e, agora, pretende resgatá-los, saiba que não colocará a mão na grana. O valor, após resgatado, volta para a conta do FGTS e só pode ser retirado mediante as possibilidades de saque previstas em lei, como a compra da casa própria, reforma, doenças graves, entre outras.

As baixas no papel foram intensificadas depois que a estatal divulgou o resultado de 2012, com lucro líquido de R$ 21,18 bilhões — o menor dos últimos oito anos. Naquela terça-feira (5), a ação ordinária (com direito a voto) caiu quase 8%. A depreciação fez com a Petrobras passasse a valer apenas 65% do patrimônio – o pior resultado desde 1999.

O analista e sócio da corretora Altavista Investimentos , especializado nos papéis da Petrobras, Andre Albo explica a forte queda:

— A geração de caixa [da Petrobras] está prejudicada e bem em uma fase em que a empresa terá que investir US$ 236 bilhões até 2016. Assim, teve que pagar menos dividendo na ação ordinária. O investidor desse papel ficou insatisfeito e se livrou dos ativos, o que explica a queda de quase 8% na última terça.

De acordo com ele, as contas não fecham e a Petrobras está numa situação difícil:

— A empresa precisa de US$ 47 bilhões por ano para seu plano de investimentos até 2014. Nos últimos dozes meses, o fluxo de caixa só atingiu US$ 29 bilhões, o que preocupa.

Para parte do mercado, a empresa está em uma fase de estruturação das contas, mas deve conseguir arrumar a casa. Assim, o investidor poderia manter os papéis. Por outro lado, a fuga em massa da ação ordinária vai exigir que a empresa aumente sua geração de caixa, invista na venda de mais ativos e capte mais recursos no mercado, assim como fez em 2010, quando soltou oferta extra de ações na Bovespa.

 

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