27 de Maio de 2012

Apesar de toda uma noite de negociações, a Grécia segue sem finalizar os últimos detalhes do acordo com a troika para receber um novo empréstimo de R$ 296,3 bilhões (130 bilhões de euros) para evitar sua quebra.
Durante oito horas, os líderes dos partidos políticos que apoiam o governo - social-democratas, conservadores e extrema-direita - discutiram uma resposta às exigências de novas medidas de austeridade por parte da troika e alcançaram um acordo em todos os pontos, à exceção dos cortes nas pensões.
Posteriormente, os representantes do FMI (Fundo Monetário Internacional), da CE (Comissão Europeia) e do BCE (Banco Central Europeu), que lideram a delegação da troika, se reuniram novamente com o primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, o ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, e o do Trabalho, Yorgos Kutrumanis, para tentar fechar o acordo.
Esta última reunião se prolongou por quatro horas e, embora tenha havido avanços, não foi possível obter um consenso no tema das pensões. Ao término desta última reunião, por volta das 6h locais (2h de Brasília), Venizelos, anunciou que partiria "em breve" para Bruxelas a fim de participar da reunião do Eurogrupo, que terá o objetivo de analisar a questão grega.
- Disso depende a identidade europeia da Grécia e a permanência do país na zona do euro. É tempo de todos assumirem suas responsabilidades. Não há espaço para outras considerações.
De acordo a emissora Real FM, a troika teria dado duas semanas ao governo grego para que encontre uma forma de economizar R$ 684 milhões (300 milhões de euros), ou então ordenará cortes mais drásticos nas pensões.
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