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27 de Maio de 2012

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publicado em 28/05/2010 às 07h53:

Argentina nega barreira contra importados brasileiros

Ministros descartam que país vá vetar entrada de alimentos industrializados feitos no Brasil

Da Agência Brasil

Mais um ministro argentino descartou o suposto veto do governo da presidente Cristina Kirchner a produtos industrializados brasileiros. O assunto é alvo de polêmica desde que um jornal local noticiou que o país pode criar barreiras à importação de produtos brasileiros para proteger e incentivar o consumo dos similares locais.

O ministro do Interior argentino, Florencio Randazzo, negou que o governo criará essas barreiras e disse que não recebeu reclamações do governo brasileiro sobre o assunto.

No começo deste mês, jornais do país divulgaram notícias sobre uma suposta determinação da Secretaria de Comércio instituindo barreiras para a entrada de alimentos brasileiros industrializados. As barreiras entrariam em vigor a partir do próximo dia 1º de junho.

- O Brasil e a Argentina estão juntos na OMC [Organização Mundial do Comércio] e vamos respeitar todas as normas que foram estabelecidas para que não haja nenhum tipo de problema com as importações, muito menos as do Brasil, que tem balança comercial favorável com a Argentina.

Randazzo explicou que, quando se fala em comércio, o que quer é "defender a indústria e os trabalhadores argentinos, o preço nas gôndolas dos supermercados”, mas de nenhuma maneira se deseja um embate com o Brasil.

O chefe de gabinete do governo argentino, Aníbal Fernandez, também afirmou na noite de ontem que este não é um assunto que faça o governo “perder as estribeiras".

Pouco antes das declarações de Randazzo e Fernandez, a ministra argentina da Indústria, Débora Giorgi, já havia afirmado que o Brasil não apresentou qualquer reclamação formal sobre restrições à entrada de produtos brasileiros no país vizinho.

De acordo com a Telam, agência oficial de notícias, por meio de um comunicado à imprensa, a ministra disse que não tinha informações sobre caminhões brasileiros impedidos de cruzar a fronteira.

- O Brasil é o nosso principal sócio comercial. Seguiremos trabalhando de maneira conjunta para fortalecer ainda mais esta relação.

A ministra lembrou que o fluxo comercial entre o Brasil e a Argentina aumentou 48% no primeiro quadrimestre de 2010 em relação ao mesmo período do ano passado. A balança comercial registrou déficit de US$ 859 milhões para a Argentina.

Segundo Débora Giorgi, entre janeiro e abril deste ano, as exportações para o Brasil totalizaram US$ 4,096 bilhões, o que significa 39% a mais do que no ano passado. As importações chegaram a US$ 4,955 bilhões, 57% a mais em relação a 2009.

Brasil minimiza polêmica

O governo brasileiro minimizou qualquer problema com os argentinos na questão comercial. Na tarde de ontem, o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, classificou o assunto de “um problema residual, que se resolve".

- É uma medida marcada pela informalidade. Ela não consta de nenhum texto. Partiu de um funcionário de segundo escalão. Não tenho dúvida de que o impasse será solucionado pela via da negociação.

Na quarta-feira (26), em Brasília, o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, falou sobre o assunto, afirmando que o governo não tem confirmação oficial de qualquer intenção da Argentina de restringir a importação de produtos industrializados brasileiros, mas se isso acontecer serão tomadas medidas de retaliação.

- A orientação é dar reciprocidade. Nossa decisão será fundamentada.


 
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