27 de Maio de 2012

A Argentina instou o Brasil a trabalhar para impedir que as multinacionais aliviem a crise em suas matrizes às custas dos "ganhos no Mercosul", disse nesta segunda-feira (6) a ministra da Indústria, Débora Giorgi, após se reunir com a secretária de Comércio Exterior brasileira, Tatianza Prazeres.
- Os dois governos devem impedir que as empresas multinacionais continuem tomando decisões de acordo com a renda global, buscando liquidar a crise de seus países de origem com os ganhos que obtêm nos países do Mercosul.
Giorgi e Prazeres reuniram-se em Buenos Aires, junto à secretária argentina de Comércio Exterior, Beatriz Paglieri, para abordar as medidas de controle às importações impostas pelo governo de Cristina Kirchner e questionadas por seus parceiros do Mercosul.
Giorgi qualificou a reunião como "construtiva" e instou a "continuar trabalhando em conjunto" para ampliar o comércio na região.
- A Argentina não é um problema para o Brasil, mas é parte da solução.
Prazeres manifestou na semana passada a preocupação do governo brasileiro pelo novo sistema de controle de importações de seu parceiro do Mercosul (formado também por Paraguai e Uruguai) e disse que o setor empresarial brasileiro acredita que 80% do que vendem a esse país poderá ser afetado.
- Estamos em contato permanente com o setor privado no Brasil e o governo da Argentina para que possamos entender o impacto econômico deste novo regime e a consistência jurídica" do mesmo.
Com as novas medidas, os importadores devem apresentar uma declaração juramentada com o detalhamento de suas compras e as autoridades terão 72 horas para autorizar as operações, após a fiscalização dos órgãos envolvidos no comércio exterior, apesar de o prazo poder se ampliar a 10 dias.
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