27 de Maio de 2012

O governo argentino anunciou nesta sexta-feira (3) a suspensão de dois programas de incentivos econômicos a grandes petrolíferas, o que lhe permitirá economizar R$ 791,4 milhões (US$ 459,7 milhões) por ano.
A suspensão afeta a Petrobras, a YPF, controlada pela espanhola Repsol, a Panamerican Energy, de capitais argentinos e chineses, a americana Esso e a chinesa Sinopec, entre outras.
O Ministério do Planejamento informou a suspensão em comunicado depois que a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, reivindicou às petrolíferas na semana passada o reinvestimento de seus lucros no país para aumentar a produção de combustíveis, um recurso que a Argentina se viu obrigada a importar fortemente em 2011.
A resolução foi adotada depois que o governo denunciou no último dia 15 por suposto "abuso de posição dominante" no mercado de gasóleo as petrolíferas YPF, a anglo-holandesa Shell, Esso, a Petrobras e a argentina Oil Combustíveis.
Segundo a denúncia do governo, as petrolíferas cobravam sobretaxavam o gasóleo a granel em R$ 1,391 bilhão (US$ 808,3 milhões) anuais que afetavam tanto o transporte público, subsidiado pelo Estado, como o de cargas.
O Ministério do Planejamento argentino deu mais detalhes, em comunicado divulgado à imprensa.
- Esta decisão se baseia na modificação das condições de mercado nas quais foram estruturados estes programas em 2008, como. por exemplo. o preço interno do barril que passou de R$ 60,26 (US$ 35) para R$ 120,51 (US$ 70).
- Durante este período o Estado outorgou benefícios fiscais no valor de R$ 3,95 bilhões (US$ 2,3 bilhões). Estes programas permitiram incorporar reservas por 130 milhões de barris, adicionais à reposição da produção anual de cada companhia.
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