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27 de Maio de 2012

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publicado em 03/02/2010 às 11h53:

Ásia reforça defesa e mundo sofre efeitos da crise

Enquanto Ocidente preocupou-se com o déficit público, Índia e China gastaram mais

AFP

A crise econômica reduziu os orçamentos de defesa no mundo em 2009, ano em que apenas a Ásia - liderada por Índia e China - deu prosseguimento ao aumento significativo dos gastos militares, destaca o IISS (Instituto Internacional de Estudos Estratégicos).

Em seu relatório sobre as Forças Armadas no mundo em 2010, o IISS destaca as consequências da crise, que em 2010 obrigou os governos a observar cuidadosamente a situação de seus déficits públicos.

Nos Estados Unidos, onde os gastos militares praticamente dobraram durante a administração de George W. Bush (2001-2009), 2009 marcou o fim da fase de aumento dos gastos de defesa.

O país, que tem tropas mobilizadas no Iraque e Afeganistão, para onde o presidente Barack Obama anunciou o envio de 30 mil soldados adicionais este ano, deve "reajustar radicalmente suas prioridades", de acordo com as novas realidades orçamentárias, adverte o instituto no informe anual.

Washington anunciou na segunda-feira (1) um aumento de (US$ 700 bilhões) do orçamento do Pentágono para 2011, que será consagrado mais à luta contra os extremistas que aos conflitos convencionais.

Já a Ásia parece determinada a continuar com os gastos militares.

- Em contraste com o que aconteceu nas economias avançadas, tanto Índia como China mantiveram a recente tendência de aumento de dois dígitos nos gastos de defesa.

A Índia aumentou em 21% os gastos após os atentados de Mumbai que mataram 166 pessoas em novembro de 2008.

Outros países, como a Rússia e a maior parte dos membros europeus da Otan, também sofreram os efeitos da crise.

Na América Latina, o IISS considera o impacto da crise difícil de julgar, sendo variável de acordo com os países - que em muitos casos optaram por melhorar o material existente ao invés de realizar novas aquisições.

O Brasil é o que tem o programa mais ambicioso, que está vinculado segundo o IISS ao lugar que deseja ocupar entre Bric, o grupo de potências emergentes que integra ao lado de Rússia, Índia e China.

 


 
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