27 de Maio de 2012
Reajuste de 7,72% aprovado por Lula em junho vai custar R$ 8,3 bi aos cofres públicos
O aumento nos salários dos aposentados ainda não causou efeito nas contas da Previdência, segundo afirmou nesta quinta-feira (22) o ministro Carlos Eduardo Gabas. A medida aprovada em junho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai custar R$ 8,3 bilhões e só deve aparecer efetivamente no segundo semestre.
- A queda da dívida no mês em relação a 2009 é graças ao crescimento econômico. E o resultado do semestre também tem influência do crescimento, já que o impacto do reajuste aos aposentados só será sentido efetivamente no segundo semestre.
A Previdência Social é uma espécie de seguro público que garante a renda do contribuinte e de sua família, em casos de doença, acidente, gravidez, prisão, morte e velhice. Historicamente, o INSS sempre fecha as contas no vermelho, pois quase sempre não consegue arrecadar o suficiente para pagar todas as aposentadorias.
No mês, foram arrecadados R$ 16,58 bilhões e gastos R$ 19,35 bilhões, o que resultou em um saldo negativo de R$ 2,77 bilhões. A diferença é 7,4% maior do que em maio (quando o resultado ficou em R$ 2,58 bi), mas 21,6% menor frente ao mesmo período do ano passado (R$ 3,54 bilhões).Com o resultado de junho, o rombo na previdência no primeiro semestre do ano ficou em R$ 22,83 bilhões, valor 1,2% maior do que o registrado nos primeiros seis meses de 2009, quando o resultado foi negativo em R$ 22,57 bilhões.
A piora nas contas em 2010, apesar de pequena, pode ser explicada pelo reajuste concedido aos aposentados que ganham mais de um salário mínimo, que tiveram os benefícios reajustados em 6,14% a partir de janeiro, por meio de medida provisória. O reajuste foi elevado para 7,72% pelo Congresso e aprovado pelo presidente Lula em junho.
De acordo com cálculos do governo, o reajuste de 6,14% custaria R$ 6,7 bilhões aos cofres públicos por ano. Já os 7,72% chegarão aos R$ 8,3 bilhões.
Em 2009, a Previdência Social fechou o ano com saldo negativo de R$ 43,6 bilhões, número resultante de uma arrecadação de R$ 184,5 bilhões e de despesas de R$ 228,1 bilhões. A previsão do ministério é que o rombo da previdência fique em R$ 47 bilhões em 2010.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7