R7 - Notícias

Buscar no site
Eu quero um e-mail @R7
Esqueci minha senha

27 de Maio de 2012

Você está aqui: Página Inicial/Notícias/Economia/Notícias

Icone de Economia Economia

publicado em 30/11/2011 às 19h48:

Banco Central reduz taxa de juros pela 3ª vez seguida

Institutos recomendam cautela aos tomadores de empréstimo, apesar de impacto pequeno

Gustavo Gantois, do R7, em Brasília

Publicidade

Como boa parte do governo e quase a totalidade do mercado previa, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) foi unânime e reduziu a taxa básica de juros da economia em 0,5 ponto percentual. Com a decisão, tomada pelo colegiado formado pelos diretores da autoridade monetária nesta quarta-feira (30), a Selic passa a vigorar em 11% ao ano.

Leia mais notícias do R7

Ainda assim, para o consumidor, o impacto imediato da redução da taxa básica será muito pequeno. Desde a última reunião do Copom, em outubro, as taxas médias de juros cobradas pelos bancos nas operações de empréstimo pessoal e cheque especial se mantiveram praticamente inalteradas.

Dos sete bancos avaliados pela pesquisa mensal de taxas de juros da Fundação Procon-SP, quatro não mexeram nas taxas do cheque especial em novembro, apesar de o Copom ter reduzido a Selic. A média cobrada pelos bancos pesquisados foi de 9,55% ao mês. No empréstimo pessoal, houve um aumento médio de 0,05 ponto percentual, chegando a 5,9% ao mês.

A Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade) dispõe de números ainda mais preocupantes para o consumidor. Com a redução da Selic hoje, caso uma pessoa tome um empréstimo pessoal de R$ 5.000 em banco, terá de pagar R$ 6.493,69 por ele daqui a um ano. Em uma financeira, a conta sobe para R$ 8.261,20.

Os vilões continuam sendo o cheque especial e o cartão de crédito. No primeiro, utilizando R$ 1.000 por 20 dias, o consumidor terá de pagar R$ 54,47 a mais. O dinheiro de plástico, por sua vez, é ainda mais perigoso. Usar o rotativo do cartão sobre uma dívida de R$ 3.000 pode gerar um gasto extra de R$ 319,50 em apenas um mês.

Com isso, as duas instituições aconselham o consumidor a evitar a tomada de crédito e priorizar o pagamento das dívidas pendentes, ainda mais no fim do ano.

Mas se a dúvida é se compra ou não aquela geladeira que você está namorando há um bom tempo, vale prestar atenção nessa conta. Levando-se em conta os juros do comércio, uma geladeira de R$ 1.500, financiada em 12 meses, sairia por R$ 2.076,93, com a nova taxa de 5,40%, que considera a queda de 0,5 ponto percentual da Selic. Isso representa uma redução de R$ 4,64 (valor cheio) ou de R$ 0,39 no valor de cada parcela.

Mercado

A decisão do Copom seguiu o a previsão dos analistas financeiros. A maioria cravava a redução da Selic em apenas 0,5 ponto percentual, para 11%. Isso porque, apesar de a indústria brasileira dar sinais de desaquecimento e o mercado internacional continuar sofrendo os efeitos da crise econômica, os números da inflação ainda preocupam.

O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15), que serve como uma prévia do índice utilizado oficialmente pelo governo para medir o aumento de preços, registrou alta de 0,46% em novembro.

Nos últimos doze meses, o indicador subiu 6,69%, mantendo-se acima do teto da meta perseguida pelo governo no ano, que é de 6,50% ao ano pelo IPCA. Em 2011, o IPCA-15 tem alta de 5,96%. A taxa deste mês ficou abaixo apenas da de novembro do ano passado, que marcou 0,86%.

O boletim Focus, uma análise semanal feita pelo Banco Central junto a analistas de bancos, aumentou a previsão de inflação em 2011 para 5,58%. A meta definida pelo governo é de 4,5%. Pelo mesmo Focus, o IPCA de novembro deve subir 0,5%.

O Copom se reúne a cada 45 dias e essa foi a última reunião do ano. A próxima está marcada para os dias 17 e 18 de janeiro.

Entenda a Selic

A Selic é chamada de taxa básica porque é a mais baixa da economia. Ela é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que os bancos fazem em títulos públicos federais. A taxa funciona ainda como um piso para a formação dos demais juros cobrados no mercado para financiamentos e empréstimos - que são influenciados também por outros fatores, como o risco de que quem pegou o dinheiro emprestado não pague a dívida.

É a partir da Selic que as instituições financeiras definem também quanto vão pagar de juros nas aplicações dos seus clientes. Ou seja, a taxa básica é o que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos, a um custo muito mais alto. Por isso os juros que os bancos cobram dos clientes é superior à Selic.

Veja Relacionados:  copom, bc, juros, inflação, consumo
copom  bc  juros  inflação  consumo 
 
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Flickr
  • Delicious
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google
 
 
 
 

Fechar
Comunicar Erro

Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.

Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7
Mensagem enviada com Sucesso!Erro ao enviar mensagem, tente novamente!

 

 


Shopping
Monitor Monitor Balão da R$ 337,56
Outros Esporte e Lazer Outros ProSpin R$ 14,00
Impressora e Multifuncional Impress Balão da R$ 216,45
TV TV Fnac R$ 1.999,00
Roteador Roteado Kalunga R$ 129,00
Tablet Tablet Wal-Mart R$ 1.949,00