27 de Maio de 2012
Bancos vão entrar com participação no braço africano do Banco Espírito Santo, de Portgual
, com R7O Banco do Brasil anunciou nesta segunda-feira (9) que está negociando com o Bradesco a formação de uma parceria com o português BES (Banco Espírito Santo) para entrar na África. Os três bancos vão operar por meio de uma holding (quando uma nova empresa é criada para administrar uma união entre outras instituições) que já tem negócios em 18 países, inclusive africanos.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o processo de internacionalização do Banco do Brasil é um passo importante para o país.
- O BB já tem negócios na Argentina, nos Estados Unidos e agora vai expandir para a África. É um processo importante tanto para o setor público quanto para o privado, uma orientação do governo [do presidente Luiz Inácio Lula da Silva].
A holding coordenará futuros investimentos envolvendo a aquisição de participações em outros bancos, bem como o estabelecimento de operações próprias no continente africano. O objetivo é atingir países onde o setor bancário ainda está em desenvolvimento.
O Banco do Brasil é a maior instituição financeira pública do país, e o Bradesco é o segundo maior banco privado. Os ativos das duas instituições estão em torno de R$ 707 milhões e R$ 471 milhões, respectivamente. O BES é o segundo maior banco privado português, com ativos de mais de R$ 177 bilhões (US$ 100 bilhões).
Semanas atrás, o Banco do Brasil levantou R$ 9,76 bilhões s por meio de uma oferta pública de ações. Os recursos podem ajudar a fortalecer o capital da instituição, que vem num processo acelerado de expansão do crédito desde o final de 2008, quando o governo federal fez os bancos estatais ampliarem a concessão de financiamentos, como parte dos esforços para conter os efeitos da crise global.
Em abril, o BB adquiriu 51% do banco Patagônia, da Argentina, por US$ 480 milhões.
União em cartões
Também nesta segunda-feira, o Banco do Brasil anunciou em conjunto com o Bradesco que assinou memorando de entendimentos com a Caixa para que o banco estatal faça parte da empresa que comandará a gestão da bandeira Elo, de cartões de crédito, débito e pré-pagos.
O acordo vai avaliar também a possibilidade de desenvolvimento de novos negócios para cartões pré-pagos, mediante criação de empresa de meios de pagamento ou utilização de empresas já existentes e alinhadas ao negócio.
Além disso, os bancos avaliam a possibilidade de que a Caixa eleve sua participação na Cielo e participe também de projeto de compartilhamento de terminais de autoatendimento.
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