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publicado em 06/03/2013 às 20h40:

BC decide manter a taxa de juros mais baixa da história

Governo resolveu permanecer com a Selic atual de 7,25% ao ano

Do R7

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O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu manter, pela terceira vez, a menor taxa básica de juros (Selic) da história, atualmente a 7,25% ao ano. A definição do juro básico, utilizado como referência para o custo dos empréstimos aos consumidores e empresas, foi dada nesta quarta-feira (6).

Essa era a expectativa da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade) e também de analistas do mercado financeiro.  

Porém, declarações recentes do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e também do ministro da Fazenda, Guido Mantega, apontavam para uma possível revisão da taxa vigente até então, de 7,25%. Segundo essas autoridades, o governo está desconfortável com o nível atual dos reajustes dos preços e os juros continuam a ser o principal instrumento de combate à inflação, cuja meta ideal é de 4,5% com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A atual taxa foi conquistada depois de uma sequência de dez cortes iniciada em agosto de 2011.

Em nota à imprensa, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, classificou como acertada a decisão do Copom de manter a taxa de juros no patamar de 7,25% ao ano.

— O Brasil não precisa de aumento de juros, mas de aumento de produção.

Para ele, é inaceitável elevar os juros no momento em que o País anuncia crescimento de PIB de apenas 0,9%, com a indústria caindo 2,5%.

— Claramente, aqueles que nesse momento e com essa conjuntura econômica ainda defendem aumento na taxa de juros não estão interessados no desenvolvimento do País, mas no ganho fácil que vem do rentismo.

Já para Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), a
manutenção da Selic em 7,25% não ajuda o Brasil a crescer.

— Faltou coragem para dobrar a pressão do mercado financeiro e retomar o bom caminho da redução da Selic. A manutenção da Selic em 7,25% ao ano não ajuda o Brasil a crescer.

Segundo o dirigente sindical, o baixo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) exige ações do Governo, pois “juros altos não estimulam o crescimento e o País necessita de políticas públicas que venham a distribuir e não concentrar renda”.

— O pífio crescimento do PIB em 0,9% em 2012 requer ações do governo para romper a estagnação da economia. Uma das medidas deveria ser a redução dos juros que permanecem entre os mais altos do mundo e travam a expansão do crédito, freando a geração de empregos e o desenvolvimento econômico e social.

Entenda a Selic

A taxa básica de juros é um instrumento do governo para segurar a oferta de crédito de bancos, financeiras e das próprias lojas, ou seja, para estimular ou frear o consumo e, assim, controlar o avanço natural dos preços. 

Quando a Selic sobe, o dinheiro fica mais caro e a população pega menos empréstimos — para comprar desde casas, carros e eletrodomésticos até contratar serviços, entre outros. Assim, a escalada da inflação diminui.

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Ela é chamada de taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como um piso para a formação dos demais juros cobrados no mercado, que são influenciados também por outros fatores, como o risco de quem pegou o dinheiro emprestado não pagar a dívida. 

Ela é usada nos empréstimos interbancários (entre bancos) e nas aplicações que os bancos fazem em títulos públicos federais. É a partir da Selic que as instituições financeiras definem também quanto vão pagar de juros nas aplicações dos seus clientes. 

Ou seja, a taxa básica é o que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos, a um custo muito mais alto. Por isso, os juros que os bancos cobram dos clientes é superior à Selic.

Câmbio não é instrumento para frear inflação

As reduções da Selic provocaram uma queda nos juros cobrados pelos bancos aos consumidores e às empresas na hora de contratar empréstimos. Desde abril, as instituições financeiras vêm derrubando as taxas de operações de crédito como cheque especial, crédito consignado (descontado diretamente na folha de pagamento) e empréstimo para financiamento de veículos. 

Copom

Para mudar o juro básico, a autoridade monetária debate, durante duas reuniões, as condições da economia doméstica e a situação econômica do exterior. 

Na primeira reunião, que ocorreu na última nesta terça-feira (5), os chefes de departamento do BC e o gerente-executivo de Relações com Investidores apresentaram análises sobre a inflação, nível de atividade econômica do País e evolução do mercado financeiro. 

Da segunda sessão, nesta quarta-feira (6), participaram só o presidente e diretores do BC, todos com direito a voto, além do chefe do Depep (Departamento de Estudos e Pesquisas), sem voto. 

Os diretores de Política Monetária e de Política Econômica analisam as projeções para a inflação e fazem recomendações para a taxa de juros de curto prazo, em seguida todos os diretores se manifestam e apresentam eventuais propostas alternativas. 

Criado em junho de 1996, o Copom tem o objetivo de estabelecer as diretrizes de política monetária e de definir a taxa de juros, nos mesmos moldes do FED (Federal Reserve, o BC americano).

 

 

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