27 de Maio de 2012
Na semana, a queda foi de 1,87%. O giro financeiro desta sessão foi de R$ 9,02 bi

A Bovespa teve a maior queda de 2012, em meio a pesadas perdas das ações da Petrobras e a novas notícias negativas da Grécia, que tiraram parte do otimismo recente dos investidores.
A bolsa doméstica recuou 2,34%, a 63.997 pontos. Na semana, a queda foi de 1,87%. O giro financeiro desta sessão foi de R$ 9,02 bilhões.
Em Nova York, a tônica também foi negativa, embora com menor intensidade. O índice Dow Jones caía 1,04% às 18h27 (horário de Brasília). Mais cedo, o principal índice europeu de ações fechou em baixa de 0,88%.
No plano doméstico, a maior pressão deveu-se à frustração do mercado com a Petrobras, que reportou lucro líquido 52,4% menor no quarto trimestre, ante igual período de 2010. O resultado veio abaixo da previsão de analistas..
Resultado: a ação preferencial (sem direito a voto) da companhia desabou 7,84%, a R$ 23,50, enquanto a ordinária levou um tombo de 8,28%, a R$ 25,25.No exterior, as novas exigências dos ministros de Finanças da zona do euro para a Grécia, alertando-a de que não haverá aprovação imediata de um novo resgate financeiro enquanto Atenas não se garantir, levou pessimismo aos mercados.
Segundo o estrategista-chefe da SLW, Pedro Galdi, dados ruins da balança comercial da China, que pressionaram as commodities, agregaram pessimismo ao mercado.
As importações da China desabaram 15,3% em relação a janeiro do ano passado - a maior baixa desde agosto de 2009, enquanto as exportações diminuíram 0,5% no pior resultado desde novembro de 2009.
- Os dados da China foram tão ruins que já mexeram com as commodities. Na Europa continuou a confusão na Grécia, e a Petrobras ainda fez nossa bolsa piorar bastante.
Na Bovespa, além da Petrobras, as siderúrgicas também foram destaques negativos. A preferencial da Usiminas caiu 4,44%, a R$ 11,85. Gerdau desvalorizou 4,09%, a R$ 17,60.
A preferencial da Vale também contribuiu negativamente, com queda de 1,73%, a R$ 42,63.
Na outra ponta, CESP subiu 2,6%, a R$ 36,75, diante de notícias de que as concessões do setor elétrico com vencimento em 2015 deverão ser renovadas pelo governo federal.
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