27 de Maio de 2012
Cristina Kirchner diz que vai suavizar barreiras comerciais, mas não assina nada

- Não definimos os setores que serão objeto de flexibilidades. Estudaremos caso por caso. Será um processo de conversas e negociações.
Mais de 400 produtos brasileiros sofrem a aplicação dessas licenças. Além dessas barreiras, o governo Kirchner também aplica outras modalidades de obstáculos, entre os quais os valores-critério, medidas antidumping e os acordos "voluntários" de autolimitação de exportações para o mercado argentino, onde industriais constantemente reclamam das hipotéticas invasões de produtos do Brasil.
No total, 17,3% das vendas brasileiras para a Argentina sofrem algum tipo de restrição. O chanceler Celso Amorim disse que as negociações entre os dois países estão encontrando "soluções criativas" para as divergências comerciais. Segundo Amorim, "estamos olhando mais para o futuro do que para o passado".
O encontro em Buenos Aires consistiu em uma reunião denominada de "tri-ministerial" (por juntar três pastas de cada governo), que será realizada a cada 45 dias. Do lado brasileiro, além de Miguel Jorge e Celso Amorim, participou também do encontro o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Do lado argentino participaram o chanceler Jorge Taiana, a ministra da Produção, Debora Giorgi, e o ministro da Economia, Amado Boudou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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