27 de Maio de 2012
Mercado prevê que país passe China, que cresceu 11,2% no trimestre, e fique atrás da Índia
, com R7O Itaú Unibanco, por exemplo, estima uma alta do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país) de 3% nos três primeiros meses do ano, na comparação com o quarto trimestre do ano passado. É uma das projeções mais elevadas de todo o mercado.
Em um cálculo anualizado – ou seja, assumindo que o ritmo se manteria pelo resto do ano –, seria o equivalente a crescer 12,6% em 2010.
O dado oficial só será divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na semana que vem. O líder do ranking deve ser a Índia, que avançou a uma taxa anual de 13,4%. Os Estados Unidos, que ainda lutam para se recuperar da forte crise que atingiu o país em 2008, cresceram 3%.
O economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, observa que há risco de a expansão brasileira no trimestre ser ainda mais forte. O departamento econômico da instituição calcula a alta do PIB mensalmente.
Considerando os resultados de janeiro, fevereiro e março nesse levantamento, o crescimento no trimestre seria de 3,6%.
Avanço chinês
A economia brasileira registrou forte crescimento em março, puxado pelos investimentos das empresas e pelo consumo das famílias. O PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país) mensal avançou 9,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
A alta é a maior alta desde abril de 1995, quando a economia cresceu 10,4%, segundo estudo da Serasa Experian divulgado na semana passada. Na época, os grandes fatores de aumento foram o câmbio valorizado e o ganho real dos salários após o fim da hiperinflação.
A Serasa estima que a economia brasileira cresça 11,7%, a níveis bastante próximos do crescimento chinês (11,9% entre janeiro e março).
Os bancos e analistas de mercado também continuaram elevando a previsão de crescimento do PIB – mas em um valor abaixo dos dois dígitos. Nesta segunda-feira, o Banco Central divulgou o boletim Focus e destacou a perspectiva de alta de 6,47% da economia. O valor está pouco acima da previsão do boletim anterior, de 6,46%.
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