27 de Maio de 2012
PIB avançou 8,9% entre janeiro e junho, o melhor resultado para a pesquisa desde 1996
Sua vida melhorou nesse 1º semestre com a alta do PIB? Vote
O PIB mede o desempenho da economia. O indicador é um dos principais para um país e representa a soma das riquezas geradas pelos diversos setores - indústria, comércio, serviços e agrícola. Ele é calculado trimestralmente pelo IBGE e quando aponta geração de riqueza inferior à observada no levantamento anterior, indica retração econômica. A recessão técnica é observada quando o movimento de queda ocorre por dois trimestres consecutivos.
Quando a economia de um país cresce, as empresas fazem mais investimentos, são gerados mais empregos, aumenta a renda disponível e as pessoas consomem mais.
Em valores absolutos, o PIB brasileiro somou R$ 900,7 bilhões de abril a junho deste ano. De janeiro a março, a economia acumulou riquezas da ordem de R$ 826,4 bilhões, segundo divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (3).
De janeiro a junho, a indústria cresceu 14,2%, seguida pela agropecuária (8,6%) e pelos serviços (5,7%).
Rebeca Palis, gerente de contas trimestrais do IBGE, diz que a agropecuária e a indústria continuam se recuperando após a crise, quando os setores foram afetados e a produção diminuiu. Ela diz que o fato de 2009 ter sido um ano com resultados muito fracos faz com que esses números de crescimento sejam recorde.
- A agropecuária está tendo um ano muito bom depois de recuar em 2009. Toda a indústria está com desempenho acima da média porque foi o setor mais afetado. Mas não podemos esquecer que a base de comparação é baixa.
Crescimento setorizado
Dentre as quatro atividades da indústria, os maiores crescimentos ficaram da construção civil (15,7%) e da indústria de transformação (15,4%). Tiveram variações positivas também a extrativa mineral (13,9%) e a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (9,5%).
Nos serviços, as maiores altas foram no comércio (13,5%) e em transporte, armazenagem e correio (11,8%). Também registraram expansão as atividades de intermediação financeira e seguros (9,4%), serviços de informação (3,0%), outros serviços (2,5%), administração, educação e saúde pública (2,5%) e serviços imobiliários e aluguel (1,9%).Na análise da demanda interna, o maior destaque foi o crescimento de 26,2% da formação bruta de capital fixo (índice que mede a produção de bens e investimentos). Esse crescimento é o maior em 14 anos, segundo o IBGE, e mostra que o país investe em produção.
O consumo das famílias aumentou 8% no semestre, enquanto as despesas da administração pública avançaram 3,6%. Analisando o setor externo, as importações também tiveram o maior crescimento da série (39,2%) e registraram expansão superior à das exportações (10,5%).
Bernardo Wjuniski, da consultoria Tendências, diz que os incentivos fiscais criados pelo governo para enfrentar a crise financeira fizeram com que o consumo crescesse nos primeiros três meses do ano, o que elevou o faturamento das empresas e gerou mais emprego e renda. No segundo trimestre as desonerações de impostos para veículos, por exemplo, já não existiam mais, mas a economia manteve o ritmo forte no período.
- O primeiro trimestre teve todos os bons condicionantes da economia e uma expansão robusta por causa dos incentivos fiscais. O consumidor que poderia comprar nos meses seguintes, adiantou a compra. Agora a geração de riquezas deve ficar mais próxima do natural.

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