27 de Maio de 2012
Aquecimento do mercado em abril ajuda empresas e diminui dificuldade de pagar dívidas
Segundo a pesquisa, a queda reflete o efeito calendário (abril teve três dias úteis a menos que março) e o mercado interno aquecido, o que aumenta os ganhos das empresas e diminui as dificuldades delas na hora de pagar suas contas.
Entre os itens que mais contribuíram para a redução estão a queda no volume de títulos protestados (-22,1%) e de cheques devolvidos por falta de fundos (-18,4%).
De janeiro a abril os calotes das empresas diminuiu 9% na comparação com o mesmo período de 2009. Também nesta comparação foi a maior queda desde 2004, quando o recuo havia sido de 17,8% - em relação ao primeiro quadrimestre de 2003.
Na comparação entre abril deste ano e o mesmo mês de 2009, a inadimplência das empresas diminuiu 6,5% - menor baixa anual desde abril de 2004 – quando a queda foi de 22,2% sobre abril de 2003.
A Serasa destaca que 2004 “foi um período favorável para a economia brasileira”: o PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) cresceu 5,7% e o crédito para empresas cresceu 16,6% com baixo nível de inadimplência (recuo de 19,4% sobre 2003).
Em relação ao ano passado a Serasa destacou o ritmo atual de crescimento da economia a partir de abril do ano passado.
Porte
A queda mais acentuada em abril na comparação com o mês anterior foi entre as médias empresas (-18,7%), seguidas pelas pequenas (-15,3%); entre as grandes o recuo foi de 7,9%. Na relação com abril de 2009, as quedas foram de 20,4% entre as médias; de 17,5% nas grandes; e de 5,4% nas pequenas.
- As empresas estão conseguindo se recuperar graças ao forte crescimento da economia brasileira, apoiado na demanda das famílias. A oferta de crédito às empresas ainda não se normalizou desde a crise financeira, de forma que o caixa, o capital próprio, tem sido determinante para a condução estratégica dos negócios.
A expectativa da Serasa é de que a inadimplência das empresas continue em queda por todo o segundo semestre.
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