10 de Fevereiro de 2012
Valor é semelhante ao que toda a economia da Argentina produziu, segundo a FGV
Em junho deste ano o índice ficou em 121,8 pontos, em uma escala de zero a 160, no maio resultado desde 2003 – ano que a medição começou a ser realizada. Entre junho de 2008 e junho de 2009, a participação dos informais no PIB cresceu 22,6%, devido à crise financeira.
Os analistas explicam que com a diminuição da arrecadação dos impostos devido a crise, houve um estímulo à informalidade, assim como a redução do crescimento mundial e a queda da atividade econômica.
André Franco Montoro Filho, diretor executivo do ETCO, afirmou que o resultado corresponde ao PIB da Argentina. Economia informal é o nome dado à produção de bens e serviços não reportada ao governo com o objetivo de sonegar o pagamento de tributos e contribuições e o não-cumprimento de leis e regulamentações trabalhistas.
- Estamos falando de quase R$ 600 bilhões, que ficam à margem da economia formal brasileira. Para dar uma ideia da gravidade desse problema, basta lembrar que a economia subterrânea do Brasil supera toda a economia da Argentina.
O estudo divulgado nesta quarta-feira permite ainda que seja feita a comparação dos valores desde o ano de 2003, quando foi iniciada a série de estimativas do índice. No período, os valores passaram de R$ 357 bilhões para os atuais R$ 578 bilhões.
Como o PIB teve um crescimento de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,143 bilhão, porcentualmente houve uma queda na comparação, de 21% para 18,4% em seis anos. Ou seja, apesar do crescimento da informalidade, a economia formal conseguiu crescer acima dos ilegais.
A informalidade, além das relações com o crime organizado e da precarização das condições de trabalho (com a contratação de funcionários sem carteira assinada), traz prejuízos diretos para a sociedade, com um estímulo à queda na qualidade do investimento, segundo os analistas responsáveis pelo o estudo.
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