12 de Fevereiro de 2012
Americanos estudam projeto para impor sanções aos países que manipulam moedas

A China pediu nesta sexta-feira (19) aos Estados Unidos a evite a "politização" da questão do yuan - a moeda chinesa, considerada artificialmente desvalorizada por Washington e outros países -, para que o debate técnico não seja prejudicado.
A advertência foi feita no momento em que senadores americanos estimulam um projeto de lei que contempla duras sanções para países que manipulam as moedas.
"Devemos adotar todas as medidas possíveis para evitar a politização do assunto e a irrupção das emoções no debate", disse
He Ning, funcionário do ministério do Comércio, afirmou que se forem adicionados fatores políticos, os diálogos entre os países poderão ser afetados.
O projeto de lei americano não menciona explicitamente a China, mas o principal defensor do texto, o senador democrata Charles Schumer, denunciou a "manipulação da moeda chinesa", que segundo ele "contribuiu para a recessão mundial e agora prejudica a recuperação da economia".
O presidente americano, Barack Obama, reiterou na semana passada o pedido para que a China adote uma taxa de câmbio mais orientada pelo mercado, para ajudar a equilibrar a economia mundial.
O FMI (Fundo Monetário Internacional), o Banco Mundial, a UE (União Europeia) e países emergentes também manifestaram recentemente queixas com a baixa cotação do yuan, que favorece as exportações da China.
O gigante asiático ultrapassou em 2009 a Alemanha como primeiro exportador mundial. O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, rebateu as críticas ao encerrar, no domingo passado, a sessão anual do Parlamento.
O vice-ministro chinês do Comércio, Zhong Shan, visitará de 24 a 26 de março Washington em uma missão para discutir as divergências com os congressitas americanos, funcionários do Tesouro e do setor comercial do governo do presidente Barack Obama, informou o ministério.
- A visita constitui um esforço de consultas e de troca de pontos de vista sobre a balança comercial entre China e Estados Unidos, e sobre outros temas comerciais.
Mas em uma entrevista à agência Dow Jones Newswires, Zhong descartou concessões no tema do yuan. Ele disse que uma valorização da moeda chinesa colocaria em perigo a sobrevivência de muitas empresas exportadoras.
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