27 de Maio de 2012
Governo admite que ritmo de expansão deve diminuir, mas que ainda assim será forte
O chefe da Administração Oficial de Câmbio da China - órgão do governo que regula o valor da moeda chinesa (yuan) em relação ao das de outros países -, Yi Gang, disse que a economia do país já superou a do Japão e agora é a segunda maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.
- A China já é, de fato, a segunda maior economia mundial.
Em uma entrevista publicada nesta sexta-feira no site do órgão, Gang afirmou que o PIB (Produto Interno Bruto) chinês cresceu 11,1% no primeiro semestre deste ano e deve crescer mais de 9% em 2010 como um todo.
Ele reconheceu que o ritmo de crescimento da China, que foi de mais de 9,5% ao ano em média nos últimos 30 anos, deve desacelerar com o tempo, mas afirmou que, mesmo que a China atinja uma média de 7% a 8% na atual década, isso ainda seria um resultado forte.
Ele afirmou ainda que, se o crescimento chinês ficar em media entre 5% e 6% ao ano entre 2020 e 2030, o país terá registrado um ritmo de crescimento “jamais visto na história da humanidade”.No último dia 20 o BAD (Banco Asiático de Desenvolvimento) revisou para cima sua previsão de crescimento das economias da Ásia Oriental de 7,7% a 8,1%, mas alertou que haverá estagnação em 2011. O relatório Monitor Econômico da Ásia/Julho 2010, apresentado em Cingapura, mantém a China como o motor da economia regional e prevê que o país crescerá 9,6% em 2010 e 9,1% em 2011.
O PIB da China cresceu 10,3% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, comparado a uma taxa de 11,9% no primeiro trimestre, informou o Escritório Nacional de Estatísticas. O dado ficou ligeiramente abaixo do esperado pelo mercado - um crescimento de 10,5% no período.
Já o Banco do Japão (BC do país) aumentou no último dia 15 sua previsão de crescimento para o ano fiscal de 2010 (iniciado em abril) para 2,6%, contra 1,8% calculado anteriormente. A instituição assinalou que suas perspectivas em relação ao ano de 2011 se mantêm quase inalteradas, assim como suas previsões sobre os preços. Para o ano fiscal de 2011, o banco espera um crescimento de 1,9% no Japão, um décimo a menos que em abril.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7