27 de Maio de 2012
Cortes de gastos em países europeus endividados devem afetar procura, diz governo
, com R7A China manifestou pessimismo nesta terça-feira (20) sobre suas exportações, alertando em particular que os cortes de gastos feitos pelos países europeus envolvidos em crises de endividamento podem abater a demanda pelos produtos chineses.
O Ministério do Comércio classificou o panorama de comércio como "ainda complicado e severo" e disse que o forte crescimento das exportações no primeiro semestre deve dar espaço para uma desaceleração na segunda metade do ano.
O porta-voz do ministério, Yao Jian, disse que a crise de dívida fez muitos países da UE (União Europeia) mudarem da expansão fiscal para a austeridade fiscal - ou seja, cortes de gastos.
- Isso vai restringir bastante o crescimento do consumo e do investimento na União Europeia.
Além disso, Brasil, Índia e outros países emergentes deram início a um aperto de política monetária, acrescentou o ministério.
- O espaço para mais crescimento das exportações chinesas é limitado.Ontem o China Securities Journal, citando o Centro de Informações de Estado do país, informou que as exportações da China devem crescer cerca de 16,3% em termos anuais no segundo semestre, com a expansão do ano como um todo estimada em cerca de 24,5%.
Segundo o jornal, as importações chinesas devem aumentar cerca de 19,3% no segundo semestre e cerca de 33,6% no ano.
O saldo positivo comercial do país em junho ficou acima das expectativas devido à surpreendente força das exportações, que subiram 43,9% em relação a junho do ano passado ante projeções de 38% de alta.
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