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publicado em 11/03/2010 às 16h35:

CNI afirma que resultado do PIB não
interfere na capacidade da produção

Para Fecomércio, economia brasileira precisa de reforma tributária para desonerar produção

Do R7

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) informou, em nota divulgada nesta quinta-feira (11), que a indústria foi muito afetada pela crise econômica mundial em 2009, mas que está em plena recuperação. Apesar maior retração da atividade industrial desde o início da série história iniciada em 1996 (de 5,5%), a entidade afirmou que não há porque se preocupar com os resultados do PIB de 2009 e que não haverá riscos de pressão da capacidade caso aumente o consumo. 

O comunicado informa que “a queda na atividade industrial foi superior às nossas expectativas, já pessimistas, de queda de 4,5% em 2009”. Entretanto, o crescimento de 2% do PIB no quarto trimestre na comparação com o período imediatamente anterior anima o setor. 

- Os números corroboram a avaliação da CNI de que há uma recuperação da atividade em curso. Por outro lado, também fica evidente que os efeitos da crise sobre a indústria foram muito fortes e, como previa a CNI, o desempenho da indústria só voltará ao nível pré-crise ao longo de 2010. 

A entidade espera que o PIB da industria cresça acima dos 5% previstos para o PIB geral em 2010. No final do comunicado, a CNI informa que os “investimentos continuarão a crescer em ritmo acima da produção industrial e, assim, superior à expansão da economia”. 

- Não parece haver, assim, riscos de pressões sobre a capacidade do setor em atender ao aumento da demanda. 

Fecomércio 

A Fecomércio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) avaliou, em comunicado divulgado nesta quinta-feira (11), o resultado negativo do PIB do ano passado comprova “a necessidade de o Brasil avançar urgentemente em uma reforma tributária, voltada à desoneração das forças produtivas”. 

A entidade afirmou que o desempenho só não foi pior graças “às medidas de desoneração tributária promovidas pelo governo”. 

- Entendemos que os benefícios de desoneração fiscal evitaram uma reversão de expectativas das famílias quanto a real magnitude dos efeitos da crise internacional, mantendo o consumo em patamares aceitáveis durante o momento mais turbulento do ano passado, no primeiro semestre.


 
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