
Funexpo é a maior feira nacional do setor funerário, formado por cerca de 5.500 empresas
12 de Fevereiro de 2012
Diretores de funerárias do exterior e da região Norte do país desmarcam participação no maior evento nacional do setor, a Funexpo, realizada no litoral de São Paulo
No começo do mês, as funerárias se reuniram em Santos (litoral paulista) na maior feira do setor, a Funexpo. Alguns empresários de outros Estados e países desistiram, na última hora, de viajar para São Paulo, com a justificativa de medo das notícias sobre mortes por gripe suína.
- Percebi muita cautela na Funexpo. Quem apresentou novidades conseguiu fechar negócios, mas sentimos falta das empresas estrangeiras e da região Norte do país, que deixaram de vir por causa da gripe suína, diz Marcelo Tcacenco, dono da Funeart, fabricante de acessórios para funerais.
Aumentar o número de parcelas para o pagamento de jazigos é uma das soluções do setor funerário para aliviar o orçamento dos clientes. Na zona leste de São Paulo, região mais pobre, é possível comprar um jazigo novo no carnê de 16 mensalidades. O modelo mais simples (três gavetas) sai por um pouco mais de R$ 6.000. No Morumbi, o mais caro custa cerca de R$ 26 mil. Se for em área nova do cemitério, mais distante da entrada, o valor cai para uns R$ 15 mil, podendo ser pago com boleto bancário em dez vezes.
- Em cidades menores, há jazigos à venda em até cem parcelas, diz Ercy Soares, presidente do Sindicato Nacional dos Cemitérios e Crematórios Particulares.
Ele conta que o setor busca maneiras "novas e criativas" de fazer negócio para superar a fase ruim observada no primeiro semestre. Donos de funerárias cuidam de ouvir com mais atenção as necessidades mais incomuns dos fregueses, que chegam em um momento de consternação e tristeza.
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