27 de Maio de 2012
Preços ao consumidor diminuíram pelo terceiro mês seguido e fecharam em 0,1% em junho
, com R7Os preços de energia e dos combustíveis ficaram menores em junho e ajudaram a derrubar a inflação nos Estados Unidos. O CPI (Índice de Preços ao Consumidor), que mede o custo dos produtos diretamente para a população, recuou 0,1% no mês passado na comparação com maio, segundo divulgou nesta sexta-feira (16) o Departamento do Comércio.
O indicador registrou a terceira queda seguida (ou deflação, quando a variação de preços é negativa) na comparação mensal. Isso não ocorria desde dezembro de 2008, quando a crise financeira, iniciada em setembro daquele ano, começou a se agravar. Em maio, o CPI havia tido recuo de 0,2%.
Frente a junho de 2009, os preços variaram 1,1%. Este aumento foi o menor já registrado desde outubro passado.
Os preços no segmento de energia caíram 2,9% em junho, enquanto os preços da gasolina cederam 4,5%. Os preços dos alimentos ficaram inalterados em junho, pelo segundo mês consecutivo.Deflação
O Departamento do Trabalho disse que, se forem desconsideradas as variações dos preços dos alimentos e da energia, o CPI subiu 0,2% em junho, após avançar 0,1% em maio.
Para os analistas, o dado mostra que o movimento de queda de preços é uma coisa saudável para a economia, porque descarta a possibilidade de uma deflação. O resultado de deflações prolongadas é a queda no faturamento das empresas e o menor nível de dinheiro disponível para investir, o que derruba a produção e força demissões – que também leva a crises.
Longos períodos de queda nos preços dos produtos não são vistos no país desde a Grande Depressão dos anos 1930 (época da maior crise econômica americana da história).
No caso dos preços para os produtores, divulgado nesta quinta-feira (15), os alimentos foram os maiores responsáveis pela redução: os preços diminuíram 2,2%, a maior variação desde abril de 2002. O IPP (Índice de Preços ao Produtor), que mede a variação do custo das matérias-primas, caiu 0,5% no mês passado.
O relatório demonstrou que os aluguéis, o componente maior do IPC, estabilizaram-se em junho, no entanto subiram os preços das roupas e dos veículos usados. A baixa inflação segue dando margem para que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) mantenha sua política monetária que tem a taxa básica de juros abaixo de 0,25% desde dezembro de 2008 para estimular o crescimento econômico.
A expectativa dos economistas é de que o Fed passe a atuar de forma mais rígida na política monetária para controlar a inflação (ou a deflação), enquanto incentiva o consumo em meio à recuperação do mercado de trabalho.
Com emprego, os trabalhadores poderiam aproveitar os juros baixos para consumir mais, o que faz as empresas produzir mais, gerando mais vagas de trabalho.
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