Propaganda com Paris Hilton está sendo
questionada em várias mídias, incluindo a TV
11 de Fevereiro de 2012
Propaganda é acusada de conter apelo à sensualidade e ao consumo de álcool
Os processos foram abertos a pedido de consumidores, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (órgão do governo federal que tem status de ministério), e do próprio Conar, instituição que regula a publicidade no país e tem o poder de determinar que anúncios abusivos ou enganosos deixem de ser exibidos.
O filme da campanha mostra Paris em um apartamento e abrindo uma latinha da cerveja. Ela se exibe com poses sensuais para um fotógrafo e pessoas que passam na rua. Também há questionamentos sobre o site do produto, que teria estímulos ao consumo de álcool e conteúdo desrespeitoso às mulheres.
Pelas regras do órgão, a publicidade de bebidas alcoólicas não pode ter apelo excessivo à sensualidade. Em propagandas de cerveja é comum que haja mulheres com pouca roupa, mas, de acordo com a instituição, isso não significa necessariamente que os anúncios quebrem as regras – é comum e natural que as pessoas usem biquíni na praia, por exemplo, o que faz com que essas propagandas estejam de acordo com as regras éticas do setor.Agora, o Conar vai analisar se a propaganda estrelada por Paris Hilton tem ou não excesso de sensualidade. Depois que o órgão aceita a denúncia, o que aconteceu hoje, o anunciante (no caso a Devassa) e a agência de publicidade responsáveis pela publicidade são notificados e têm de enviar sua defesa por escrito. Também é nomeado um relator para analisar o caso. Depois disso acontece uma audiência em que os conselheiros da instituição votam e tomam uma decisão sobre o assunto.
É possível que os conselheiros arquivem a ação, peçam alterações nos anúncios ou determinem a retirada total da publicidade. Em geral o processo leva 30 dias para ser concluído.
Procurados pela redação do R7, o Grupo Schincariol e a agência de publicidade Mood, responsável pela criação da propaganda com Paris Hilton, disseram que não vão se pronunciar até receberem a notificação do Conar - o que não havia acontecido até a publicação desta reportagem.
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