A maioria tem no máximo oito anos de estudo, não paga previdência, mas vê no comércio a possibilidade de se inserir na maior economia do país. Dos 19,2 milhões de trabalhadores informais brasileiros, 3,4 milhões – que correspondem a 18% do total – estão nos 645 municípios do Estado de São Paulo.
Só na capital, são um milhão de paulistas que, por meio da informalidade, conseguem sobreviver no mercado. Os dados, obtidos com exclusividade pelo
R7, são da pesquisa "Perfil do Candidato a Empreendedor Individual do Estado de São Paulo", do Sebrae-SP, que será divulgada nesta quinta-feira (19) durante um evento na capital.
A produção de bens aparece como a ocupação preferida dos informais, com 40%, seguida de vendedores (21%), trabalhadores de serviços (15%), profissionais de artes cênicas e técnicos de nível médio (ambos com 10%). A agricultura também é deixada definitivamente de lado pelos informais, sendo 96% dos trabalhadores de atividades não agrícolas.
Apesar de o comércio liderar no setor de atividade escolhido, com 28% da preferência, o ramo de serviços também aparece com forte presença respondendo por 26%, seguido da construção civil (17%) e indústria de transformação (15%).
Embora não haja planejamento financeiro para o futuro – somente 26% dos informais pagam previdência –, os trabalhadores contam com infraestrutura de trabalho. Quase todos possuem televisão (97%), rádio (94%) e telefone (90%). O acesso à internet, no entanto, ainda é tímido. Somente 37% têm um computador.
O estudo faz parte de uma análise do potencial que a região possui de adesão ao programa de incentivo à formalidade, conhecido como MEI (Microempreendedor Individual), lançado em julho deste ano pelo Sebrae-SP, em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Social, Previdência e Receita Federal.