21 de Maio de 2013
Setor deve subir 1% este ano. Entre 2006 e 2012, a expansão média foi de 9%

Afetado pelo aumento da inflação, pelo fim do corte do Imposto sobre IPI (Produtos Industrializados) sobre carros, eletrodomésticos e móveis, e pela inadimplência que demora a cair, o desempenho do comércio varejista deve descer um degrau em 2013, após sete anos consecutivos de crescimento em ritmo chinês. Entre 2006 e 2012, a expansão média foi de 9% ao ano.
Mesmo assim, o setor deve, mais um vez, superar neste ano o crescimento da economia como um todo, projetado em cerca de 3%, segundo o último Boletim Focus do Banco Central.
As vendas do varejo restrito encerraram 2012 com alta de 8,4% na comparação com 2011 e cresceram 8% no varejo ampliado, quando se levam em conta veículos e materiais de construção, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Entre 2006 e 2012, o volume de vendas do varejo ampliado acumulou alta de quase 90%. Isso quer dizer que o comércio praticamente dobrou de tamanho em menos de uma década.
Mas, em dezembro último, pela primeira vez depois de seis meses seguidos de crescimento, soou o sinal de alerta. As vendas do comércio caíram 0,5% na comparação com o mês anterior, descontadas as influências normais do período.
Na comparação com dezembro de 2011, o crescimento foi de 5%, uma taxa anual menor do que em meses anteriores.
Na avaliação da economista Mariana Oliveira, da consultoria Tendências, esse novo ritmo de crescimento do varejo deve prevalecer.
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