Yannis Behrakis/ReutersPolíciais cercam o Parlamento grego para impedir manifestações contra o governo
Várias categorias de trabalhadores gregos entraram em greve contra medidas de austeridade nesta sexta-feira (10). Entre os protestos, eles ancoraram navios e paralisaram o transporte público, horas após ministros das Finanças da zona do euro dizerem que Atenas precisa implementar mais cortes para convencê-los a liberar ajuda financeira.
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A UE (União Europeia) e o FMI (Fundo Monetário Internacional) estão irritados com uma série de promessas descumpridas por Atenas e semanas de desacordo sobre os termos de um resgate de 130 bilhões de euros (quase R$ 300 bilhões), com o tempo se esgotando para que a Grécia evite um calote.
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Antes de liberarem mais ajuda, os financiadores da Grécia têm pedido a ratificação parlamentar sobre o novo pacote de austeridade nesta semana, a identificação de mais 325 milhões de euros (R$ 740 milhões) em reduções de gastos até a próxima quarta-feira (15) e um forte comprometimento de todos os partidos para implementar as reformas.
Mas essas exigências podem ter ido longe demais. Muitos gregos, já sofrendo com cinco anos consecutivos de recessão, estão cada vez mais irritados com as medidas, que não devem trazer alívio à economia, em que um entre cada cinco gregos está desempregado, lojas fecham uma após outra e famílias estão apertando seu orçamento.
A praça central de Atenas, Syntagma, em frente ao Parlamento, tremia com palavras de ordem proferidas em alto-falantes para um rali contra as medidas: "Não a demissões! Não a cortes de salários! Não a cortes de pensão! Não baixem suas cabeças! Resistam!"
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