12 de Fevereiro de 2012
Relatório da Cepal aponta aumento da pobreza
.Em relação a 2008, a pobreza na região crescerá 1,1%, enquanto a indigência avançará 0,8%, para totalizar 189 milhões de pobres (34,1% da população), incluindo 76 milhões de indigentes (13,7% da população). De acordo com o documento Panorama Social da Pobreza 2009, estas cifras indicam uma mudança na " tendência de redução da pobreza que era verificada na região". O documento foi apresentado na sede da organização, ligada às Nações Unidas.
Após um período de bonança que se estendeu por seis anos, a América Latina fechará 2009 com uma queda do PIB de 1,9%, devido à crise internacional, que afetou os indicadores de pobreza da região, destacou a Cepal, que conpletou que "nove milhões de pessoas equivalem a quase um quarto da população que conseguiu sair da pobreza entre 2002 e 2008 (41 milhões) graças ao maior crescimento econômico, à expansão do gasto social e a melhor distribuiçãode renda".
Mas o impacto desta crise será menor que o provocado pelas anteriores graças à maior predisposição dos governos para apoiar medidas monetárias e fiscais e ao incremento firme do gasto social, apesar da revisão de certos programas de assistência. Alicia Bárcena, secretária-executiva da Cepal comentou o relatório.
- O aumento da pobreza nos obriga a agir: devemos substituir os programas de proteção social. Urge aplicar políticas de longo prazo dirigidas às crianças e às mulheres, que são os futuros motores produtivos da sociedade, e facilitar a inserção profissional para não perpetuar este ciclo vicioso de pobreza
A situação golpeará com mais força as mulheres e as crianças, em uma região onde segundo a Cepal o índice de pobreza é 1,7 vez mais alto entre menores de 15 anos que em adultos (especialmente em Argentina, Brasil e Panamá) e 1,15 vez maior entre mulheres que entre homens (especialmente no Panamá, Costa Rica e República Dominicana).
A exposição à pobreza das mulheres é superior a dos homens em todos os países da região, especialmente Panamá (1,37 vez), Costa Rica (1,30), República Dominicana (1,25), Chile (1,24) e Uruguai (1,21).
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