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publicado em 12/08/2010 às 15h18:

Crise faz desemprego atingir 7,9% na América Latina

Taxa de desocupação entre jovens no Brasil é de 15,3%, segundo pesquisa do IBGE

Mariana Londres, do R7, em Brasília

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A taxa de desemprego na América Latina e no Caribe cresceu após a crise financeira mundial, passando de 7% em 2008 para 7,9% em 2010. Os dados são da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que se reúne nesta quinta-feira (12) em Brasília no Fórum Internacional sobre Direitos Sociais, organizado em parceria com o TST (Tribunal Superior do Trabalho). 

De acordo com a organização, o número de desempregados na América Latina e países do Caribe aumentou de 18,9 milhões em 2008 para 22 milhões em 2010. 

Apesar do aumento do desemprego na América Latina, o Brasil sofreu impacto pequeno da crise no mercado de trabalho. Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram que o país teve forte recuperação de empregos a partir de 2009, com a criação de quase um milhão de vagas em 2009, e manteve a meta de 2,5 milhões de empregos formais em 2010. 

O Brasil, no entanto, ainda precisa assegurar oportunidades para os jovens que entram no mercado de trabalho, como explica a diretora da OIT no Brasil, Laís Abramo. 

- Os números de ingresso de jovens ao mercado de trabalho ainda são insuficientes, mas se não fossem as políticas de combate à crise adotadas no Brasil os números seriam muito piores. 

De acordo com a Pesquisa Mensal de Empregos de junho, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desocupação juvenil (jovens entre 18 e 24 anos) no Brasil é de 15,3%, mais que o dobro da taxa global (que leva em conta todas as idades), de 7%. Embora este seja um problema a ser enfrentado, Laís Abramo ressalta que as medidas adotadas pelo Brasil para o combate à crise foram adequadas. 

- As medidas anticíclicas adotadas pelo governo, como o estímulo ao crédito e redução de impostos, o fortalecimento da rede social e o fortalecimento dos investimentos do PAC e do Minha Casa, Minha Vida foram importantes e são coerentes com o Pacto Mundial do Emprego da OIT. 

O pacto mundial para o emprego da OIT foi adotado em junho de 2009 por delegados, governos – inclusive o Brasil - empregados e empregadores na 98ª Conferência Internacional do Trabalho. O pacto foi adotado, portanto, nove meses após a quebra do Lehman Brothers, considerada o auge da crise financeira mundial.


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