24 de Maio de 2013
Consumo nos países emergentes vai compensar redução da demanda
, com R7A demanda mundial de petróleo aumentará 14% até 2035 para alcançar os 99,7 milhões de barris diários (mbd) impulsionada pelos transportes, projeta a AIE (Agência Internacional da Energia), em seu relatório divulgado nesta segunda-feira (12), que revisa para cima, a 700.000 barris, suas últimas previsões.
A AIE, que defende os interesses dos países consumidores, também prevê um aumento do preço do barril bruto importado por seus países membros (a maioria dos países europeus, Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, entre outros) a US$ 125 em 2035, frente aos uS$ 107 de média este ano.
Esta nova previsão supõe uma alta de cinco dólares no preço que se previa no ano passado, de R$ 120.O transporte, de acordo com o estudo, já representa mais da metade do consumo petroleiro mundial e esta parte crescerá.
— O parque automotivo duplicará, para 1,700 bilhão de veículos, e a demanda vinculada ao frete (transporte de mercadorias) terrestres aumentará rapidamente.
O frete terrestre representa 40% da alta da demanda de combustíveis até 2035.
Quanto à produção do petróleo, a AIE considera que a produção fora da Opep (Organização de Países Exportadores de Petróleo) irá subir durante a década em curso. Contudo, o peso do grupo voltará a ser reforçado nos anos seguintes.
A produção fora da Opep deverá ficar em torno de 53 mbd depois de 2015 (contra menos de 49 mbd em 2011), sob o efeito da emergência do petróleo não convencional na América do Norte (petróleo "compacto" nos Estados Unidos), dos condensados (petróleo associado ao gás natural) e o notável aumento da produção nas costas do Brasil.
Segundo a AIE, os Estados Unidos se converterão no primeiro produtor mundial de petróleo até 2020 e exportador em torno de 2030, provocando uma profunda mudança no cenário do setor energético devido à emergência dos hidrocarbonetos não-convencionais, prevê a AIE (Agência Internacional da Energia).
Com isso, os Estados Unidos poderão obter sua independência energética e a autossuficiência neste setor, segundo o prognóstico da AIE na última edição do World Energy Outlook, seu principal estudo divulgado anualmente.
A produção dos países de fora da OPEP se manterá até 2025, mas depois cairá a cerca de 50 mbd. Paralelamente, o peso da OPEP na produção mundial — atualmente em torno de 42% — subirá a 50% até 2035.
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