27 de Maio de 2012
Especialistas estimam que prejuízos materiais cheguem a R$ 166 bilhões
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De acordo com a Eqecat, as perdas no país asiático podem chegar a R$ 166 bilhões (US$ 100 bilhões), incluindo R$ 33,2 bilhões (US$ 20 bilhões) em danos a residências e R$ 66,4 bilhões (US$ 40 bilhões) em danos à infraestrutura japonesa, como rodovias, ferrovias e portos. Apesar da magnitude do desastre, analistas dizem que essas estimativas ainda são "conservadoras e preliminares".
A Agência de Gerenciamento de Incêndios e Desastres do Japão informou que o número de prédios completa ou parcialmente destruídos chegou a 63.225 nesta segunda-feira.
Prevendo o temor dos investidores internacionais em um momento já delicado da economia local, severamente afetada pela crise econômica internacional, o Banco Central do Japão anunciou nesta segunda-feira planos de injetar o valor recorde de R$ 303 bilhões (US$ 183 bilhões) no mercado. Outros R$ 101 bilhões (US$ 61 bilhões) serão usados como garantia para fundos de risco.
Ainda assim, o índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou em baixa de 6,18% nesta segunda-feira, em seu primeiro pregão desde o terremoto seguido de tsunami que devastou o nordeste do país.
Os graves problemas nas centrais nucleares da região devastada alimentaram as preocupações sobre as consequências da catástrofe para o conjunto das empresas e da economia japonesa.
O governo japonês estima que a catástrofe tenha um impacto "considerável" na economia nacional e que serão necessários fundos colossais para financiar a reconstrução.
Mortos podem passar de 5.000
O número de mortos no terremoto de 8,9 graus seguido de tsunami pode passar de 5.000. A contagem é da agência de notícias japonesa Kyodo. Nesta segunda-feira, autoridades da Província de Miyagi encontraram 2.000 corpos.
A agência destaca a falta de precisão no número de vítimas. A contagem oficial é de 1.627. Somados os 2.000 corpos encontrados pelas autoridades da Província de Miyagi e os cerca de 300 achados em Sendai, mais as vítimas de outras localidades, o número de mortos pode passar de 5.000, segundo a agência.
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