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publicado em 14/02/2013 às 09h54:

Dólar sobe, mas inflação pode limitar alta

Moeda americana esteve cotada a R$ 1,97 nesta manhã

Estadão Conteúdo

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O dólar começou a sessão em alta no mercado à vista, cotado a R$ 1,9690 (+0,15%) no balcão. Até 9h19, o pronto testou uma máxima em R$ 1,9710 (+0,25%) e uma mínima, a R$ 1,9650 (-0,05%). No mercado futuro, nesse horário, o vencimento da moeda para março de 2013 estava em alta de 0,03%, a R$ 1,970, após abrir em R$ 1,9725 (+0,15%). Até esse horário, a máxima ficou em R$ 1,9740 e a mínima, em R$ 1,9695 (estável).

Brasil é o 4º país que mais intervém no câmbio

A valorização do dólar em relação ao euro e a algumas divisas ligadas a commodities no exterior influencia a abertura positiva do mercado doméstico. A previsão, no entanto, é que o mercado continue oscilando de acordo com as expectativas de inflação interna. O IPC da Fipe desacelerou para 1,01% na primeira leitura de fevereiro (de 1,5% no fim de janeiro), mas continua salgado.

Com a piora das expectativas mostrada na última quarta-feira (13) pelo avanço do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) projetado para este ano, para 5,71% (de 5,68% na semana anterior), é dado como certo no mercado que o governo usará o dólar como instrumento de ajuda no controle dos preços.

Às 12h30 desta quinta-feira, o Banco Central divulga os dados de fluxo cambial até o dia 8 de fevereiro. Como na semana passada apareceram alguns exportadores vendendo moeda no mercado à vista de câmbio, segundo um banco com grande atuação em comércio exterior, é possível que o déficit comercial tenha diminuído um pouco, disse uma fonte dessa instituição. 

No primeiro dia útil de fevereiro, o fluxo foi positivo em R$ 819,52 milhões (US$ 416 milhões), resultado de um saldo positivo do setor financeiro de R$ 1,53 bilhão (US$ 777 milhões), mas de um total negativo do segmento comercial de R$ 709,20 milhões (US$ 360 milhões).

No entanto, em janeiro, a saída de dólares do País superou a entrada em R$ 4,69 bilhões (US$ 2,386 bilhões). No segmento financeiro, que inclui investimentos estrangeiros e remessas de lucros, entre outras operações, o saldo ficou positivo em R$ 4,67 bilhões (US$ 2,370 bilhões) no período (diferença entre a entrada de US$ 31,194 bilhões e a saída de US$ 28,825 bilhões). As operações comerciais, por outro lado, mostraram uma saída líquida de R$ 9,31 bilhões (US$ 4,755 bilhões) no período (com exportações de US$ 14,847 bilhões e importações, de US$ 19,603 bilhões).

Se esses números não melhorarem, podem gerar pressão de alta sobre o dólar, ainda que pontual. Contudo, é esperado também que o Banco Central calibre a volatilidade e o patamar de preço da moeda dos EUA. 

Nesse sentido, se considerar necessário, a autoridade monetária tem carta na manga para agir. Na sexta-feira passada, o dólar chegou a cair até R$ 1,9530 (-0,96%) - menor cotação intraday desde 11/5/2012 —, reagindo a declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o governo não deixaria a moeda cair até R$ 1,85.

Supondo que este pudesse ser um novo piso informal desejado pelo governo, o mercado derrubou as cotações do dólar, obrigando o ministro Mantega a reafirmar que a política cambial não mudou. O Banco Central também precisou agir para corrigir a distorção e fez um leilão de swap cambial reverso — equivalente à compra de dólar no mercado futuro. 

Como o volume financeiro do leilão de sexta-feira foi de US$ 502 milhões, abaixo do total de US$ 1,850 bilhão originalmente oferecido, o Banco Central ficou com liquidez de sobra, podendo voltar a fazer leilões quando considerar necessário.

No exterior, os números fracos de crescimento da economia do Japão e da zona do euro, além de vários países do bloco europeu, põem o euro em baixa, enquanto o dólar oscila em relação ao iene e sobe diante de algumas moedas correlacionadas a commodities. O PIB (Produto Interno Bruto) da zona do euro no quarto trimestre do ano passado caiu 0,6% em comparação com o terceiro trimestre. A contração foi maior do que a de 0,4% prevista e a mais profunda desde o primeiro trimestre de 2009. 

Os dados sobre o PIB da zona do euro foram divulgados depois dos números sobre as economias de Alemanha, França, Itália, Portugal e Grécia. Todos os países apresentaram contração no quarto trimestre.

Às 9h31, o euro recuava a US$ 1,3329, de US$ 1,3453 no fim da tarde de quarta-feira. O dólar estava em 93,20 ienes, ante 93,38 ienes na véspera. O dólar norte-americano subia em relação ao dólar australiano (+0,25%), o peso chileno (+0,16%), a rupia indiana (+0,21%) e o peso mexicano (+0,48%).

 

 

Veja as respostas do questionário sobre o Plano Real:

 
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