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27 de Maio de 2012

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publicado em 03/09/2010 às 09h01: atualizado em: 03/09/2010 às 09h21

Economia brasileira cresce 1,2% e
supera expectativas no 2º trimestre

Geração de riquezas avançou 8,8% em relação ao mesmo período do ano passado, diz IBGE

Do R7

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A economia brasileira cresceu 1,2% do primeiro para o segundo trimestre deste ano, superando as expectativas que apontavam avanço entre 0,4% e 1% neste tipo de comparação. O resultado, entretanto, foi inferior ao dos primeiros três meses do ano, quando o PIB (Produto Interno Bruto, a soma das riquezas produzidas por um país) cresceu 2,7% sobre o trimestre imediatamente anterior.

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Os números mostram que a economia passou por um período de acomodação após o forte crescimento do período de janeiro a março. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já havia adiantado no início da semana que esperava um crescimento menor em relação ao primeiro trimestre - entre 0,5% a 1%.

Na comparação com o segundo trimestre de 2009, a expansão foi de 8,8%. Em valores absolutos, o PIB brasileiro somou R$ 900,7 bilhões de abril a junho deste ano, divulgou nesta sexta-feira (3) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O PIB (Produto Interno Bruto), que mede o desempenho da economia, é um dos principais indicadores do país e representa a soma das riquezas geradas pelos diversos setores - indústria, comércio, serviços e agrícola. Ele é calculado trimestralmente pelo IBGE e quando aponta geração de riqueza inferior à observada no levantamento anterior, indica retração econômica. A recessão técnica é observada quando o movimento de queda ocorre por dois trimestres consecutivos.

Quando a economia de um país cresce, as empresas fazem mais investimentos, são gerados mais empregos, aumenta a renda disponível e as pessoas consomem mais.

Nos três primeiros meses do ano, a economia do país avançou 9% na comparação com o mesmo período de 2009, puxada pelo consumo das famílias. Essa foi a maior variação das riquezas do país desde o início da sua série histórica, em 1995. Frente ao último trimestre de 2009, o crescimento foi de 2,7%.

Entre o primeiro e o segundo trimestre, a agropecuária registrou o maior aumento (2,1%), seguida pela indústria (1,9%) e pelos serviços (1,2%). Quando comparado com o segundo trimestre de 2009, o destaque fica com a indústria (13,8%), seguida pela agropecuária (11,4%) e pelos serviços (5,6%).

Bernardo Wjuniski, da consultoria Tendências, diz que os incentivos fiscais criados pelo governo para enfrentar a crise financeira fizeram com que o consumo crescesse nos primeiros três meses do ano, o que elevou o faturamento das empresas e gerou mais emprego e renda.

No segundo trimestre as desonerações de impostos para veículos, por exemplo, já não existiam mais, mas a economia manteve o ritmo forte no período.

- O primeiro trimestre teve todos os bons condicionantes da economia e uma expansão robusta por causa dos incentivos fiscais. O consumidor que poderia comprar nos meses seguintes, adiantou a compra. Agora a geração de riquezas deve ficar mais próxima do natural.

Segundo o IBGE, todas as atividades industriais apresentaram crescimento de dois dígitos, sendo que a maior expansão se deu na construção civil (16,4%), em grande parte por conta da expansão do crédito.

A taxa da agropecuária pode ser, em grande parte, explicada por dois fatores: aumento da produtividade e desempenho de alguns produtos da lavoura que possuem safra relevante no trimestre. Esse é o caso, por exemplo, da soja, do café, do milho e do algodão, com estimativas de aumento de produção em 2010. Por outro lado, o arroz, cuja safra também é significativa no período, apresentou queda de produção.

Entre os serviços, todas as atividades registraram variações positivas, com destaque para o comércio (atacadista e varejista), com crescimento de 11,8%; transporte, armazenagem e correio (11,2%); e intermediação financeira e seguros (9,8%). Os serviços de informação cresceram 3,4%.

A atividade outros serviços, que além dos serviços prestados às empresas, engloba serviços prestados às famílias, saúde mercantil, educação mercantil, serviços de alojamento e alimentação, serviços associativos, serviços domésticos e serviços de manutenção e reparação, cresceu 2,6%. Mesmo desempenho teve a atividade de administração, saúde e educação pública (2,6%). Por fim, os serviços imobiliários e aluguel cresceram 1,9%.

PIB


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