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publicado em 11/04/2011 às 16h50:

Economia pauta relação Brasil-China e visita de Dilma

Gigante chinês puxa crescimento brasileiro, mas também assusta

Maurício Moraes, do R7


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Meio mundo separa o Brasil da China. Apesar da distância, o gigante chinês tem sido o motor do crescimento brasileiro nos últimos anos. Mas nem tudo são flores na relação entre os dois países. Se por um lado a voracidade chinesa por minério de ferro e soja puxa a economia nacional, por outro os produtos baratos fabricados na China podem engolir a indústria brasileira.

Em 2009, a China desbancou os Estados Unidos, tornando-se o maior parceiro comercial do Brasil, comprando 13,2% de tudo o que vendemos ao mundo (segundo dados oficiais de 2009). Não à toa, a presidente Dilma Rousseff visita Pequim antes de Washington - ela fica no país até a próxima sexta-feira (15).

Na conversa com o colega chinês Hu Jintao, negócios e mais negócios, como ressalta o cônsul chinês em São Paulo, Sun Rongmao. Para ele, a visita “trará êxitos sobretudo na cooperação econômica e comercial”.

Desde que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a China pela primeira vez, em 2004, os negócios só fizeram crescer. E a cooperação entre os dois países também. Tanto o Brasil quantos os chineses querem mais poder nas instituições financeiras, como o FMI.

Os dois países também fazem dobradinha nas negociações climáticas. Os países desenvolvidos querem impor às potências emergentes a mesma meta de emissão de poluentes. Brasil e China argumentam, no entanto, que os desenvolvidos, por poluírem o mundo há mais tempo (razão pela qual são ricos) têm responsabilidades maiores.

Gigante chinês assusta

Apesar dos números grandiosos, o Brasil respondeu por apenas 2,8% (US$ 20,2 bilhões) das compras feitas pela China, em 2009. Do outro lado, as importações brasileiras equivaleram a não mais que 1,2% (US$ 15,9 bilhões) dos produtos vendidos pelos chineses (segundo dados compilados pelo Itamaraty, o Ministério das Relações Exteriores).

Mesmo o Brasil sendo uma das maiores economias do mundo, a relação com a China ainda é de um pequeno diante de um gigante. No fim das contas, o saldo é positivo para o Brasil, que em 2009 registrou quase US$ 5 bilhões de superávit (que é resultado do alto preço das commodities nos últimos anos).

O problema, no entanto, não é o quanto vendemos e compramos, mas o que vendemos e compramos da China. O Brasil vende, sobretudo, produtos primários, de baixo valor agregado – soja e minério de ferro, que produzem poucos empregos no Brasil.

Por outro lado, boa parte do que compramos da China é produto de médio ou alto valor agregado – produtos industrializados, como calçados e eletrônicos, produzidos a todo vapor nas fábricas chinesas, onde a mão de obra é muito mais barata que aqui.

Na equação final, produtos baratos da China podem significar mais empregos por lá e menos postos de trabalho por aqui. Daí o grande desafio de Dilma.

Guerra cambial

Por mais estranho que pareça, a China também tem a ver com o dólar barato, que tem feito a festa dos brasileiros nas viagens ao exterior. A raiz do problema está na chamada guerra cambial, que deve fazer parte da conversa entre Dilma e o presidente chinês, Hu Jintao.

Basicamente, o regime chinês deixa sua moeda barata (para chiadeira generalizada), o que faz seus produtos terem preços imbatíveis no mercado internacional. O resultado é uma inundação de produtos chineses mundo afora.

Mas não parece que os chineses estão dispostos a ceder, segundo o professor de economia do Ibmec Rio, Ruy Quintas.

- É difícil puxar briga com um cara muito mais forte. Pode até brigar com palavras, mas nunca no pugilato. O [Barack] Obama não conseguiu reclamar do câmbio chinês. Se a China pisar no freio, a gente não sabe onde vai enfiar minério de ferro.

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