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publicado em 20/11/2009 às 11h44:

Economistas alertam o consumidor
para as taxas de juros em 2010

Situação econômica do Brasil não estará tão boa no próximo ano

Letícia Casado e Raphael Hakime, do R7

Apesar do bom momento da economia brasileira, os especialistas alertam o consumidor para que compre agora o que for realmente necessário. Isso porque, a partir do segundo semestre de 2010, os juros devem subir e encarecer os financiamentos.

O alerta veio no mesmo dia em que a FGV (Fundação Getúlio Vargas), em parceria com um instituto alemão, divulgou um relatório sobre o clima de negócios na América Latina. No documento, que apresenta dados sobre os países latinos, o Brasil obteve a melhor pontuação.

Virene Roxo Matesco, professora de economia da FGV e doutora no assunto, dá uma dica aos chefes de família:

- Cuidado com a farra do momento. A boa gestão familiar é tão necessária quanto a gestão do governo.

O especialista em finanças pessoais, Francis Hesse, reforça as palavras de Virene. Ele diz que o momento atual é tentador por causa da bonança econômica que as famílias estão vivendo, mas acredita que "quem tem dinheiro agora deveria pagar as dívidas à vista".

- Não aconselho [os financiamentos], mas se for necessidade de urgência, aproveite por causa do melhor preço.

Virene explica que o próximo ano será de “ajuste fiscal para os países desenvolvidos”. Isso significa que Europa, EUA e Japão devem aumentar os juros. E o Brasil também, para continuar competitivo com os países desenvolvidos.

Essa subida da taxa básica de juros para daqui a um ano já é esperada pelo mercado. É a taxa em que os bancos se baseiam para calcular juros de outras áreas, como cheque especial e crediário. Se ela sobe, as outras também aumentam.

Como a maioria dos financiamentos tem taxas prefixadas, o impacto não será sobre as compras feitas hoje. Mas quem entende de finanças pessoais recomenda não gastar dinheiro de maneira desnecessária, já que não se pode prever como o bolso estará depois de alguns meses.

Hesse lembra que o consumidor não pode comprar sem pesquisar antes. Ele dá o exemplo de parcelas sobre um produto: em uma loja pode ser que seja um ano de parcelas a R$ 100, enquanto na outra loja o mesmo produto é pago em parcelas de R$ 70, mas em dois anos.

- É difícil para a população comparar e perceber que R$ 70 são menores para o bolso, mas custa mais caro. Tem de insistir, pesquisar, às vezes até chamar o gerente porque ele dá mais desconto ainda. Quanto maior o prazo, geralmente maiores são os juros.

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