
Para espantar a crise e elevar as vendas, setor funerário tenta ser criativo; empresa britânica lança caixão no formato do telefone inteligente iPhone...
12 de Fevereiro de 2012
Quem organiza velório diz que classe média deixou de ostentar nos enterros de parentes para economizar renda; Prefeitura de São Paulo arrecada menos com monopólio funerário
Os cofres públicos começam a refletir os tempos difíceis no setor. A prefeitura arrecada menos dinheiro com os serviços funerários. No primeiro semestre, a queda foi de 3%. Mas em julho, o município decidiu reajustar preços dos caixões, enfeites e taxa de sepultamento. Quem vai arrumar o túmulo da família para o Dia de Finados (2 de novembro) precisa calcular bem os custos. Neste ano, os gastos para manter jazigos limpos subiram acima da inflação em SP, sinal de preços exagerados.
- Há famílias de classe média pedindo aos amigos jazigo emprestado com o plano de exumar o corpo do parente só depois de três anos e guardar os restos num ossário, conta a organizadora de velório Maria Aparecida, da empresa de assessoria de funeral Pax, no bairro nobre do Morumbi.
Ela diz que, antes da crise na economia que bombou o risco de desemprego e o calote, a maioria dos clientes gastava cerca de R$ 8.000 com um funeral. Agora, a conta não passa de R$ 4.000. Também desabou a procura por "pacote top", que custa R$ 20 mil e inclui luxos como a escolha de 15 tipos de flores para decorar o velório.
- No ano passado, cheguei a vender três pacotes da linha top, que é mais cara e sofisticada do mercado. Agora, já estamos em setembro e só saiu um único pacote no ano todo.
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