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publicado em 21/04/2010 às 08h26:

Empresas que desistiram do leilão de Belo Monte podem ser chamadas para o projeto da usina

Consórcio cogita contratar Odebrecht, Camargo Correa e Andrade Gutierrez para obras

Agência Estado, com R7

As construtoras Odebrecht, Camargo Correa e Andrade Gutierrez podem ser chamadas a integrar o projeto da construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (Pará), como contratadas do consórcio vencedor do leilão realizado nesta terça-feira (20).

Fontes do governo próximas ao negócio dizem que não veem condições de concluir a obra sem a participação das maiores empresas do setor. As três acompanharam de perto todo o desenvolvimento da usina, desde a década de 1970.

Um funcionário da Eletrobras diz que as três empresas participam do projeto desde o início e “não tem dúvida de que serão chamadas”.

Odebrecht e Camargo Correa desistiram do leilão há uma semana, alegando que não viam atratividade no projeto, diante das condições estabelecidas pelo governo. Já a Andrade Gutierrez integrava o consórcio que perdeu a disputa de ontem.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) confirmou que o consórcio Norte Energia, liderado por Chesf e Queiroz Galvão, venceu o leilão para a construção da usina. Ganharia quem oferecesse o menor lance para o megawatt-hora, cujo teto foi definido em R$ 83. O grupo deu R$ 78 - 6,02 % a menos que o máximo.

Agora o consórcio vencedor tem 30 dias para apresentar um ou mais sócios estratégicos para a realização do empreendimento. A Chesf informou que um fundo de pensão e que a Eletronorte podem entrar como sócios estratégicos.

Experiência

Para analistas, empresas que se retiraram da disputa ou que faziam parte do consórcio perdedor – no caso, a Andrade Gutierrez – podem ser chamadas. O analista de energia da Corretora Ativa, Ricardo Corrêa, defende a ideia.

- São as únicas que sabem como construir esta usina.

A Queiroz Galvão tem experiência em hidrelétricas menores: a maior das sete usinas hidrelétricas de seu portfólio tem 390 megawatts (MW) de potência, ante os 11,2 mil MW de Belo Monte. Mesmo assim, a empresa pode deixar o consórcio, por divergências com relação ao preço apresentado.

Para o presidente da Chesf, Dilton da Conti, porém, não há dependência dos três maiores grupos nacionais.

- Nós não somos obrigados a contratar ninguém. Vamos decidir quem vai fazer parte deste negócio pela capacidade que a companhia tiver. Esta é a terceira maior usina do mundo. E leva o contrato quem tem condições de tocar adiante este empreendimento. 

 

 
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