Com a perda de confiança na economia, investidores do mundo todo viram as bolsas despencarem
27 de Maio de 2012
As turbulências começaram com calotes no pagamento das hipotecas de casas nos EUA
A crise financeira mundial começou com os calotes nos pagamentos de hipotecas de casas nos Estados Unidos. Com o juro baixo e o excesso de crédito no mercado norte-americano, houve uma valorização no valor dos imóveis nos EUA, o que estimulou a busca de financiamentos para a compra de casas próprias, principalmente entre a baixa renda. Para financiar esses novos compradores, os bancos captavam recursos no mercado por meio da oferta de instrumentos financeiros atrelados às hipotecas de imóveis.
Só que os juros voltaram a subir nos EUA, para combater o avanço da inflação. A alta dos juros provocou um aumento no valor das mensalidades das casas próprias, enquanto que o preço dos imóveis começou a cair. Com isso, houve um salto na inadimplência e os títulos que eram garantidos pelas hipotecas perderam valor.
O problema se alastrou para todo o mundo e atingiu o ápice em setembro de 2008, desencadeando prejuízos bilionários aos bancos e até quebra de instituições financeiras, como a do americano Lehman Brother. A partir daí houve um movimento de consolidação, com alguns bancos comprando outros que estavam com problemas financeiros - é o caso, por exemplo, do Merrill Lynch, adquirido pelo Bank of America. O governo norte-americano teve que injetar dinheiro no sistema financeiro para evitar novas quebras de bancos ou financeiras. Na Europa, os governos da Alemanha, França, Espanha, Reino Unido e de Portugal, entre outros países, também anunciaram ajudas bilionárias aos bancos.
Tudo isso provocou uma crise de confiança nos mercados, o que teve impacto, principalmente, na quantidade de dinheiro disponível em todo o mundo. Ou seja, devido ao medo de calotes, os bancos não quiseram mais emprestar dinheiro. Por isso, para conseguir empréstimos, empresas e também pessoas físicas passaram a pagar juros muito mais altos. O encarecimento do crédito paralisou os planos de investimentos das empresas e fez também com que a população consumisse menos.
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