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publicado em 27/11/2009 às 10h45:

Entenda a crise financeira em Dubai

Terra dos hotéis mais luxuosos do mundo vive atolada em dívidas de R$ 100 bilhões

Do R7

A terra dos hotéis mais luxuosos do mundo, Dubai, um dos sete emirados autônomos dos Emirados Árabes, divulgou, nesta semana, que poderá adidar o pagamento da dívida de cerca de R$ 100 bilhões (US$ 59 bilhões) da empresa estatal Dubai Word por seis meses.

A empresa é um veículo de investimentos do governo que permite aos investidores internacionais participar, por exemplo, da construção de hotéis, resorts e marinas às margens do Golfo Pérsico. O pedido de prazo também se aplica para as dívidas da Nakheel, uma companhia do setor imobiliário e subsidiária da Dubai World. Se o pedido for aceito, a empresa só pagará as dívidas com os credores até maio do ano que vem.

Especialistas afirmam que o governo está pagando o preço de um modelo econômico exibicionista, baseado em investimentos estrangeiros com objetivo de alavancar o turismo mundial.  Com a crise econômica de 2008, todos os investimentos na cidade foram paralisados e o mercado imobiliário foi fortemente atingido, com queda nos preços dos imóveis.

Mas que dívidas são essas? O sucesso turístico de Dubai se deve aos projetos imobiliários e turísticos que não poupam investimentos seja em beleza, como em excentricidade . O último é Burj Dubai, a torre mais alta do mundo com mais de 800 metros, que deve ser inaugurada no dia 4 de janeiro. 

Esta torre de 160 andares, em construção desde 2004 por um custo avaliado em R$ 1,71 bilhão (US$ 1 bilhão), constitui o elemento central de um gigantesco projeto de novo bairro de R$ 34,2 bilhões (US$ 20 bilhões), o Downtown Burj Dubai, que inclui o Dubai Mail, o maior shopping center do mundo, segundo seus promotores.

Desde o anúncio, a imprensa de Dubai tenta informar a população que não se deve exagerar nem subestimar a situação atual, insistindo na "transparência" da medida adotada por Dubai e em estreita colaboração com o sócio, o rico emirado petroleiro de Abu Dhabi, capital dos Emirados.

A imprensa local informa ainda que o governo de Dubai tem uma "estratégia para enfrentar a situação" em cooperação com Abu Dhabi e que cerca de R$ 8 bilhões (US$ 5 bilhões) de bônus do Tesouro serão assinados por dois bancos de Abu Dhabi.

Exibicionismo

No segundo semestre de 2008, o Emirado, cujas ambições pareciam então sem limite, anunciava novos projetos gigantescos, entre eles uma nova cidade, Jumeirah Gardens, de quase US$ 90 bilhões, e uma torre de 1 km de altura, a Nakheel Harbour and Tower, em torno de um centro empresarial de 28 bilhões de dólares.

O Emirado também lançou a construção de três ilhas artificiais em forma de palmeira. A única já terminada, Palm Jumeirah, tem milhares de apartamentos, mansões e hoteis de luxo, entre os quais o Atlantis-The Palm.

Desde sua inauguração, em novembro de 2008, o estabelecimento de 1.539 quartos se tornou uma atração turística, da mesma forma que o famoso Burj Al-Arab, em forma de vela, apresentado como o único hotel sete estrelas do mundo.

Outro projeto faraônico é o The World, um conjunto de 300 ilhas artificiais ao largo de Dubai. A inauguração de Dubailand - uma Disney em grande escala orçada em R$ 109 bilhões (US$ 64 bilhões) - também foi adiada.

 

 


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