25 de Maio de 2013
Mesmo com a atual crise, a quebra da Bolsa em 1929 ainda é o pior fato do capitalismo
Em outubro de 1929 a Bolsa de Valores de Nova York (Estados Unidos) quebrou. Após uma onda especulativa que vinha desde o início da década, o pânico dominou os investidores, que, com medo de prejuízos, venderam às pressas suas ações a qualquer preço e as pessoas correram para tirar o dinheiro dos bancos - que fecharam aos milhares. Na época, o jornal americano The New York Times descreveu assim a situação: “A histeria varreu o país”.
Mesmo considerando o abalo que o mundo sofreu desde 2008 com a crise financeira e econômica atual, 1929 e a Grande Depressão dos anos 30 ainda permanecem como a referência do tipo de catástrofe que a especulação financeira pode causar. O desemprego chegou a afetar, em abril de 1932, perto de 13 milhões de pessoas nos Estados Unidos - quase 25% da força de trabalho do país, mas em algumas cidades essa proporção era de 50%.
A crise foi combatida com um conjunto de programas de assistência conhecido como "New Deal", ou novo acordo, criados no governo de Franklin Delano Roosevelt - que assumiu a presidência no início de 1933 - a fim de tirar os Estados Unidos da Grande Depressão. O país só conseguiu se recuperar, no entanto, dez anos depois da quebra da bolsa. A indústria americana retomou a atividade com a produção de material bélico, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
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