3 de Fevereiro de 2012
Procon-SP recomenda que o consumidor adie a tomada de crédito com a alta nos juros
O cheque especial tem perdido adeptos, após figurar por anos como a principal linha de crédito, segundo dados do Banco Central. A troca, no entanto, esconde um grave problema.
Após o novo aumento nas tarifas médias bancárias, constatado pelo Procon-SP (órgão de defesa do consumidor), a taxa de juros do empréstimo pessoal chega a 88,37% ao ano, enquanto a do cheque está em 183,13%.
As modalidades escondem ainda uma opção ainda mais cara, o cartão de crédito – que tem o maior juro entre as operações bancárias. Dessa forma, se a tomada de crédito for realmente inadiável, o recomendável é procurar informações junto ao seu banco sobre as alternativas mais baratas como, por exemplo, o empréstimo pessoal, na modalidade crédito consignado, segundo analistas do Procon-SP.
Com o aumento na taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 10,25% ao ano, a recomendação é que o consumidor tente evitar o crédito neste momento e planeje melhor os gastos.
Na quarta reunião deste ano (ocorrida nos dias 8 e 9 de junho), o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu elevar a taxa Selic em 0,75 ponto percentual, devido ao temor com a perspectiva de volta da inflação. Nesta terça-feira o comitê se reúne novamente e a expectativa é que tenha um novo “aperto” na Selic, uma vez que a demanda interna ainda está alta, com o consumo dos brasileiros aquecido.Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
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