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publicado em 14/02/2013 às 17h58:

Gargalo em terminais pode afetar abastecimento de derivados--ANP

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Por Sabrina Lorenzi

RIO DE JANEIRO, 14 Fev (Reuters) - A expectativa do Brasil de alcançar autossuficiência e a exportação de derivados de petróleo no horizonte de 2020 agora dá lugar a preocupações com situações pontuais de desabastecimentos de combustíveis, revelou nesta quinta-feira um estudo do órgão regulador do setor.

O mercado de combustíveis no Brasil enfrenta, além da insuficiente produção, gargalos nos terminais, cada vez mais procurados por causa da explosão das importações de gasolina e diesel, afirmou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo a agência, a necessidade logística para desembarque dos derivados aumentou 70 por cento em apenas três anos (2008 a 2011) e "essa tendência deve ser mantida, caso não se alterem as condições de oferta doméstica e de crescimento da demanda verificadas nos anos recentes, uma vez que terminais, bases e refinarias estão no limite de capacidade".

Ao elencar os pontos mais críticos para a garantia do abastecimento de derivados, a ANP citou também como fator de preocupação ao abastecimento "sinais econômicos apontando para o incentivo à exportação de etanol em 2013, mesmo em um cenário de reajustes dos preços da gasolina".

"Apesar de não se vislumbrar risco de desabastecimento sistêmico, ele pode ocorrer pontualmente, como mostraram alguns episódios ocorridos em 2012", disse o estudo da ANP.

A reguladora revelou ainda preocupações com a capacidade de aumento da oferta pela Petrobras, considerando que a estatal precisará concentrar recursos para explorar petróleo no pré-sal e aumentar sua produção de óleo.

"Deve-se frisar que a lógica econômica incentiva a Petrobras, em contextos de escassez de recursos, a postergar os investimentos no downstream, para não prejudicar o andamento dos projetos ao desenvolvimento dos campos da camada pré-sal", disse a reguladora no estudo "Evolução do mercado de combustíveis e derivados: 2000-2012".

O mercado de combustíveis foi aberto para a iniciativa privada no final dos anos 90, mas as empresas não se interessaram em investir em refino devido à política de controle de preços de combustíveis, pela qual a Petrobras não repassa instantaneamente a seus preços a volatilidade do mercado internacional.

"As perspectivas de evolução da capacidade do parque de refino nacional não aliviam as pressões de curto prazo sobre a importação de derivados, e são dúvida mesmo em prazo mais longo, devido à indefinição sobre a realização de alguns projetos", disse a ANP.

As crescentes importações de derivados de petróleo estão entre os fatores que afetaram os resultados da Petrobras em 2012, já que a estatal vendeu os produtos a preços mais baixos do que os comprados no mercado internacional.

 
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