R7 - Notícias

Buscar no site
Eu quero um e-mail @R7
Esqueci minha senha

31 de Outubro de 2014

Você está aqui: Página Inicial/Notícias/Economia/Notícias

Icone de Economia Economia

publicado em 03/06/2010 às 08h22:

Gasto público atinge maior
proporção do PIB na era Lula

Governo alega ter investido em programas como o Bolsa Família e no aumento do mínimo

Agência Estado

As despesas do governo atingiram em abril o maior nível em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) desde o início do governo Lula. Dados apresentados nesta quarta-feira (2) pelo secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, detalhando os itens que compuseram o resultado primário desde 2002, mostram que o governo aproveitou o aumento das receitas, que também atingiu o ponto mais alto, para elevar gastos.

Os números mostram que o superávit primário (economia do governo para pagar os juros da dívida) realizado nos últimos anos foi garantido pelo aumento da arrecadação e não por uma política efetiva de corte das despesas públicas. No acumulado dos últimos 12 meses, encerrados em abril de 2010, os gastos representaram 18,6% do PIB.

Isso significa dizer que o resultado positivo do governo ocorreu graças a uma melhora na arrecadação de impostos e não em um corte nas despesas públicas.

Em 2002, último ano do governo Fernando Henrique, os gastos correspondiam a 15,7% e atingiram 18,2% do PIB em 2009. As receitas, que significa a arrecadação do governo, equivaliam a 17,9% do PIB em 2002 e atingiram 20% em abril deste ano.

Ao participar da solenidade de balanço do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Nelson Barbosa argumentou que todo o aumento de tributação (impostos) foi devolvido à sociedade por meio dos programas de transferência de renda, como Bolsa-Família e reajuste do salário mínimo, que passou de R$ 465 para R$ 510. Os gastos com estes programas atingiram 9,1% do PIB em abril de 2010, ante 6,4% em 2002.

Segundo ele, apesar do aumento das contratações e dos reajustes de salários do funcionalismo público, o governo continua gastando 4,8% do PIB com pessoal, o mesmo nível de 2002. No entanto, esse porcentual chegou a ser reduzido para 4,3% em 2004 e 2005, voltando a crescer de forma mais acentuada no ano passado.

Crítica

O crescimento nas despesas do governo é a principal crítica do mercado ao governo. Esse fato levou alguns analistas a levantar dúvidas sobre a capacidade do governo de voltar a cumprir este ano a meta de superávit primário, de 3,3% do PIB, principalmente por causa da eleição presidencial em outubro.

O mercado argumenta que uma política mais austera de contenção (economia) de gastos atenuaria a necessidade de o Banco Central aumentar juros para conter as pressões na inflação.

Por outro lado, os dados do secretário mostram que as despesas do governo com investimentos foram de apenas 1,2% do PIB nos últimos 12 meses encerrados em abril deste ano, muito próximo ao 0,8% registrado em 2002.


   
Veja Relacionados:  gasto,público,lula,bolsa,família,salário,mínimo
gasto  público  lula  bolsa  família  salário  mínimo 
 
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Flickr
  • Delicious
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google
 
 
 
 

Fechar
Comunicar Erro

Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.

Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7
Mensagem enviada com Sucesso!Erro ao enviar mensagem, tente novamente!

 

 


Shopping