O secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa, confirmou nesta segunda-feira (23) que o Ministério da Fazenda avalia a adoção de novas medidas regulatórias que podem contribuir para reduzir a volatilidade do câmbio, mas a tendência é que os próximos passos sejam tomados de forma gradual.
Barbosa citou como exemplo o pleito da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) para que os investidores estrangeiros possam depositar no exterior as garantias exigidas em operações com derivativos. Caso o governo aprove a medida, a ideia é que seja testada inicialmente para um único contrato.
- Se funcionar bem, você estende para outros contratos, até que vai chegar um momento em que todos os contratos estarão nessa regra.
Apesar de considerar a liberalização das garantias uma medida benéfica no médio e longo prazos, Barbosa disse que o governo ainda teme que a facilidade de acesso ao mercado de derivativos em um momento de alta liquidez global alimente a volatilidade.
- No fundo, é uma decisão de risco que o governo está avaliando se adota ou não.
O secretário disse também que o governo avalia usar os recursos do fundo soberano para comprar dólares no mercado doméstico e conter, assim, a valorização do real, mas não considera que as atuais condições de mercado estejam favoráveis a essas operações.
Ele argumentou que, do ponto de vista do custo, a vantagem da compra de dólares pelo Tesouro Nacional é que pode ser esterilizada com a venda de títulos de longo prazo, ao passo que a compra de reservas pelo Banco Central são compensadas com operações compromissadas de curtíssimo prazo.
- Mas o Tesouro ainda considera que as taxas de longo prazo não são favoráveis à emissão de títulos mais longos.
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