20 de Maio de 2013
Tesouro Nacional vai cobrir a diferença das empresas que não renovaram as concessões

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira (19) que garante a redução de 20% na tarifa média de energia elétrica em 2013, mas afirmou que o Tesouro Nacional ainda analisa alternativas para cobrir a diferença da Cemig, Cesp e Copel, que não renovaram as concessões.
Segundo ele, o Tesouro terá de bancar uma diferença entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões.
— Vai estar coberto. Existem alternativas.
Mantega informou que a União já reforçou em R$ 10 bilhões, atingindo um total de R$ 30 bilhões, o valor das indenizações para as companhias que anteciparam a renovação dos contratos de forma a permitir a queda no custo da energia.
O valor da indenização, segundo ele, é suficiente para cobrir a depreciação dos ativos dessas empresas.
Apagão
O diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Hermes Chipp, no entanto, admitiu que em algumas situações, o sistema elétrico precisa correr riscos de falhas para que haja equilíbrio entre a segurança e os custos.
Em algumas localidades pode-se correr o risco de apagão. O especialista explica que a má administração das obras pode comprometer o corte nos preços do serviço, como divulgou o governo.
— Tem que haver o equilíbrio entre segurança e custos. As obras não podem ser feitas ao mesmo tempo, senão a tarifa vai lá para cima. Por isso temos que correr o risco em alguns lugares.
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