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23 de Agosto de 2014

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publicado em 02/07/2013 às 09h03:

Governo quis adiar o aumento da conta de luz

Estratégia é evitar o reajuste perto das eleições, ainda mais com os protestos no País

Estadão Conteúdo

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As usinas termoelétricas foram ligadas em outubro do ano passado e não serão desligadas antes de novembro, quando começa o período de chuva. 

A razão: há menos água que o normal nos reservatórios das hidrelétricas. É preciso preservá-la para evitar o risco de apagão em 2014, ano de Copa do Mundo. Mas manter as térmicas operando por tanto tempo gera uma conta pesadíssima. O banco Santander chegou a estimar, no início do ano, que ela chegaria a R$ 30 bilhões em 2013. 

O governo fez as contas e concluiu que os consumidores não poderiam suportá-la sozinhos. O primeiro motivo é financeiro: o caixa das distribuidoras seria fortemente penalizado. 

Pela regras, as distribuidoras teriam de bancar a operação das térmicas até a data da revisão anual da tarifa, quando é possível transferir os custos para a conta de luz do consumidor final. Muitas teriam de esperar meses até esse momento e não suportariam o tranco. 

Várias poderiam quebrar por volta de abril. A alternativa para evitar esse risco foi emitir, em março, um decreto transferindo o pagamento do encargo das térmicas em 2013 para o Tesouro. 

O repasse para a conta de luz seria feito em cinco anos, corrigido pelo IPCA, a partir de 2014. 

— Na sequência, o governo se deu conta de que o custo poderia ser pesado até mesmo para o Tesouro, já sobrecarregado com outras despesas excepcionais. 

Optou-se, então, pelo rateio com geradoras e comercializadoras, que agora é questionado na Justiça. O rateio deveria aliviar outro custo que preocupou o governo, o político: evitar o aumento da conta de luz perto das eleições — e não muito tempo depois de a presidente Dilma Rousseff prometer que ela ficaria mais barata. Após os protestos, não aumentar a conta de luz é mais importante ainda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

 

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