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27 de Maio de 2012

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publicado em 02/06/2010 às 11h25:

Grécia anuncia privatizações para sair das dívidas

Governo espera reduzir gastos em cerca de R$ 2,24 bi (1 bilhão de euros) anuais

AFP, com R7

O governo da Grécia planeja nos próximos três anos uma série de privatizações nas áreas de transportes, correios e águas para reduzir seus gastos em cerca de R$ 2,24 bilhões (1 bilhão de euros) anuais, anunciou nesta quarta-feira o ministro das Finanças, George Papaconstantinou.

O governo quer vender em breve 49% da Trainose, a filial transporte do grupo ferroviário estatal OSE, 10% de sua parte na Eydap (Águas de Atenas) e 23% da Eyath (Águas de Salônica), além de 39% da Elta (empresa de Correio), indicou Papacontantinou.

Os lucros previstos por este programa permitirão fazer economias anuais até 2013, conforme memorando assinado em maio pela Grécia, UE (União Europeia) e o FMI (Fundo Monetário Internacional) para sanear as finanças públicas, afirmou o ministro.

No último dia 20 a Grécia enfrentou a quarta greve geral desde fevereiro, em protesto contra a reforma da previdência e as medidas do governo para receber uma ajuda de R$ 246,6 bilhões (110 bilhões de euros) da UE (União Europeia) e do FMI (Fundo Monetário Internacional).

O pacote foi aprovado em 2 de maio, pelos ministros de Finanças da zona do euro. Para obter a ajuda financeira, o governo da Grécia teve que concordar com medidas de ajuste fiscal, que incluem um corte no Orçamento público, com a redução dos salários dos servidores, além de aumento de impostos, como o VAT (Imposto sobre Valor Agregado, na sigla em inglês) e tributos de combustíveis, álcool e tabaco.

O sindicato de empregados civis Adedy e a Confederação Geral de Trabalhadores qualificaram as medidas à época como “muito severas e socialmente injustas”.

A crise da Grécia, no entanto, gerou temores de que outros países com problemas de endividamento igualmente graves - como Espanha, Portugal e Itália - possam também se ver em risco de não honrar seus compromissos e precisem também de ajuda para não darem calote em seus credores.

Para evitar isso, a UE e o FMI aprovaram um plano de socorro histórico que pode passar de R$ 1,68 trilhão (750 bilhões de euros) para ajudar as economias da zona do euro caso seja necessário e conter uma possível crise do bloco, causada por contágio dos problemas da Grécia.


 
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