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publicado em 29/09/2010 às 17h48:

Greve fecha 350 bancos e paralisa
16 mil bancários na Grande SP, diz sindicato

Adesão em Minas Gerais chega a 50% nos bancos públicos

Do R7

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Balanço parcial do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, divulgado na tarde desta quarta-feira (29), aponta que 16 mil bancários entraram em greve em 358 estabelecimentos -  350 agências bancárias e oito centros administrativos. A greve ocorre em 26 Estados e no Distrito Federal por tempo indeterminado. Nas ruas do Rio e de São Paulo, clientes de banco procuravam caixas eletrônicos.

Em Belo Horizonte, região metropolitana e parte do interior do Estado, o sindicato dos bancários diz que 50% da categoria cruzou os braços nos bancos públicos e 20 agências privadas não abriram as portas - a assessoria não informou números absolutos. Na cidade do Rio de Janeiro, 65% dos bancários aderiram à paralisação, o que representa 13,5 mil trabalhadores.

Os funcionários das instituições financeiras pedem reajuste de 11% nos salários - a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) aceita repor 4,29%, que significaria apenas a reposição da inflação acumulada de setembro de 2009 até agosto passado -, valorização do piso salarial, aumento do PLR (Participação nos Lucros e Resultados), melhor segurança contra assaltos e sequestros, mais contratações e medidas para cuidados da saúde com foco no combate ao assédio moral.

Segundo o Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), além dos bancários de São Paulo, Osasco e região, aprovaram a greve empregados de pelo menos mais 90 bases sindicais, entre elas, as de capitais brasileiras, como Porto Alegre, Curitiba, Salvador e Florianópolis. Outras bases paralisaram as atividades, como as de Campina Grande (PB), Cariri (CE), Campinas, Bragança Paulista, Santos, Piracicaba, Rio Claro, Ribeirão Preto (todas essas em SP).

A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) divulgou nota em que afirma que as instituições financeiras adotarão todas as medidas legais necessárias para garantir o atendimento da população nas agências e postos bancários. O comunicado afirma que os bancos respeitam o direito de greve, mas não admitem "piquetes contratados que barram o acesso da população às agências e postos bancários para impor uma greve abusiva".

São Paulo

Na capital paulista, a população foi pega de surpresa com a paralisação. Sem saber da greve, Ademir Meireles Dias foi até o banco do qual é cliente na Lapa, na zona oeste, para fazer um depósito e pagar o licenciamento do carro.

- Eu consegui fazer um depósito no caixa eletrônico. Agora vou ter que ver como pagar o licenciamento do carro ou se vou ter que esperar eles [os bancários] voltarem às atividades.

Na Freguesia do Ó (zona norte), Terezinha Olivério foi ao banco acompanhar seu marido no pagamento de algumas contas e também não sabia da greve.

- Não sei como vai ficar. Meu marido entrou no banco, mas não sei se ele vai conseguir pagar as contas. Amanhã é dia de receber a aposentadoria. Vamos ver como vai ficar.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, o começo da greve dos bancários hoje foi tranquilo. No centro da capital, cerca de 80% da categoria estava trabalhando. O movimento de clientes não era muito intenso nas agências das avenidas Presidente Vargas e Rio Branco. Por volta das 12h, clientes usavam caixas eletrônicos e não enfrentavam filas.

Todas as agências tinham em suas portas integrantes do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Rio e da CUT (Central Única dos Trabalhadores) orientando a população sobre a greve. Clientes diziam que não foram informados da paralisação, como a atendente de telemarketing Mônica Pereira.

- Não sabia da greve, fui pega de surpresa. Mesmo assim, não tive problemas, está tudo muito tranquilo.

O advogado Marcelo Ribeiro diz esperar que a greve não se prolongue.

- Para o primeiro dia, está tranquilo. Só espero que a população não acabe prejudicada por uma greve muito longa.


Minas

O Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região informou que metade dos servidores das agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal aderiu à greve e 20 agências privadas não funcionaram. Para o diretor da entidade, Clotário Cardoso, a adesão deve crescer nesta quinta-feira (30), no segundo dia da greve.

- Fizemos piquetes de convencimento e conseguimos uma boa adesão. O primeiro dia de greve é sempre mais difícil. Amanhã, esse percentual deve aumentar consideravelmente.

Colaboraram Fernando de Oliveira, Sérgio Vieira, Mariana Costa, do Rio, e Daia Oliver, de São Paulo 


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