27 de Maio de 2012
Faturamento do setor aumentou 3,6% em julho na comparação com junho, segundo CNI
A produção da indústria começou o terceiro trimestre do ano com crescimento, após acomodação no segundo trimestre. Em julho, o faturamento da indústria aumentou 3,6% na comparação com junho, atingindo os patamares pré-crise. As horas trabalhadas aumentaram em 1,6% e o emprego avançou 0,5% na comparação com o mês anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (9) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).
O faturamento de julho ficou 4,2% acima do registrado antes da crise e teve crescimento de 8,9% na comparação com junho.
Entre janeiro e julho deste ano, o aumento foi de 11,4% em relação ao mesmo período do ano passado, um recorde da série histórica da CNI, que teve início em 2005.
Apesar da maior atividade industrial em julho, o uso da capacidade instalada teve a terceira queda seguida, ficando em 82,3%.
O uso da capacidade instalada é quanto a indústria está utilizando de máquinas e estrutura para produzir. O recuo mostra que apesar do aquecimento, a indústria ainda tem capacidade para aumentar a produção.
Impacto no emprego
De acordo com a CNI, a retomada da atividade industrial foi acompanhada pela expansão do número de vagas. Dos 19 setores pesquisados, 14 cresceram, o que afeta positivamente no emprego. O crescimento dos postos de trabalho em julho foi de 0,5%, chegando a 0,8% acima do registrado antes da crise financeira mundial.
Na média dos sete primeiros meses do ano, o emprego na indústria cresceu 4,8% na comparação com 2009. O analista da CNI, Marcelo de Ávila, comentou os resultados.
- O emprego cresce acima da média histórica, que é de 0,2%, o que mostra que a expectativa é de manutenção desse ritmo de crescimento da indústria nos próximos meses. Acreditamos que o emprego continuará subindo, mas não a esse ritmo, de 0,5%. Essa notícia é boa porque em questão de emprego a crise já ficou para trás.
Salários
Os salários dos funcionários da indústria tiveram crescimento de 3,6% em julho na comparação com junho. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento foi de 8%.
Crescimento da economia
Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados na última sexta-feira (3), mostraram acomodação do crescimento da economia no segundo trimestre, com expansão de 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto, que é a soma das riquezas produzidas no país) no período. No primeiro trimestre, a expansão da economia brasileira foi de 9%.
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