27 de Maio de 2012
Índice de preço da matéria-prima recuou de alta 51,84% para baixa de 0,54%
O IGP-10 (Índice Geral de Preços - 10) ficou praticamente estável em julho, com leve variação positiva de 0,05%. O resultado representa uma forte desaceleração em relação ao mês passado (quando houve alta de 1,30%), refletindo o recuo ainda mais acentuado nos preços do minério de ferro – que, de uma alta 51,84%, passou para uma queda de 0,54%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (16) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
O IGP-10 é utilizado em reajustes de tarifas públicas e de contratos de aluguel. O indicador é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
O preço do minério de ferro (51,84% para -0,54%) foi o que exerceu maior influência na composição do indicador, com queda acentuada em relação à estimativa passada. Também tiveram queda entre as matérias-primas brutas o leite in natura (3,52% para ?2,97%) e o milho em grão (2,85% para -1,28%).
Já os itens bovinos (-0,73% para 1,67%), cana-de-açúcar (-3,60% para -0,70%) e café em grão (1,40% para 7,13%) tiveram aceleração. O índice geral para matérias-primas brutas passou de 6,38%, em junho para 0,39% neste mês.
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) apontou queda de 0,17% em julho, recuo maior que o visto em junho - quando o índice ficou praticamente estável, com ligeira variação negativa de 0,01%. O destaque foi o grupo habitação (de 0,65% para 0,17%), em particular nos itens: tarifa de eletricidade residencial (2,18% para 0,10%), empregados domésticos (0,79% para 0,22%) e taxa de água e esgoto residencial (0,70% para estabilidade).Também contribuíram para a queda da taxa do índice os grupos vestuário (1,19% para 0,14%), educação, leitura e recreação (0,06% para -0,05%) e transportes (-0,14% para -0,17%), com destaque para os itens: roupas (1,30% para 0,12%), passagem aérea (5,10% para -0,26%) e seguro facultativo para veículos (4,02% para 0,79%).
Já os preços nos grupos despesas diversas (0,31% para 0,73%), alimentação (-1,05% para -1%) e saúde e cuidados pessoais (0,46% para 0,49%) subiram, com destaque para os itens: cigarro (0,91% para 2,54%), frutas (-0,90% para 2,14%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (0,14% para 0,69%).
O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) registrou alta de 0,72% neste mês, abaixo dos 2,01% do mês anterior, de 2,01%. Os três grupos componentes do índice apresentaram desaceleração: o índice relativo a materiais e equipamentos recuou de 0,87% para 0,73%; o do grupo serviços caiu de 0,66% para 0,49%; e o do grupo mão de obra passou de 3,30% para 0,78%.
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